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Portugal define segundo turno entre candidato socialista e líder da direita radical

Eleição presidencial portuguesa terá segundo turno em 8 de fevereiro entre o socialista António José Seguro e o candidato da direita radical André Ventura

A esquerda o socialista António José Seguro e a direita André Ventura
A esquerda o socialista António José Seguro e a direita André Ventura -

João Victor

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O socialista António José Seguro e o candidato da direita radical André Ventura vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais de Portugal, marcado para 8 de fevereiro, conforme informações do Portal Público Pt. Com 100% das seções eleitorais apuradas, Seguro liderou a primeira etapa com 31,14% dos votos, seguido por Ventura, que obteve 23,48%.

Na sequência da apuração, João Cotrim Figueiredo ficou em terceiro lugar, com 15,99%, à frente de Henrique Gouveia e Melo (12,34%) e de Luís Marques Mendes (11,32%), nome apoiado pelo PSD — partido de centro-direita equivalente, no contexto brasileiro, a uma legenda liberal-conservadora. Os demais candidatos tiveram votações mais baixas, entre eles Catarina Martins (2,06%) e António Filipe (1,64%).

Para o segundo turno, António José Seguro já recebeu apoio declarado de Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto. Por outro lado, Cotrim Figueiredo e Luís Marques Mendes optaram por não declarar voto. Gouveia e Melo afirmou ser “precoce” qualquer posicionamento neste momento. O PSD, liderado por Luís Montenegro, também decidiu não apoiar oficialmente nenhum dos dois finalistas, embora nomes ligados ao campo social-democrata e liberal tenham manifestado apoio pessoal a Seguro.

A eleição deste domingo registrou a maior participação desde 2006, com a taxa de abstenção caindo para 46,66%, sinalizando maior engajamento do eleitorado português em comparação com pleitos anteriores.

O confronto entre Seguro e Ventura ganhou repercussão internacional. O jornal espanhol El País destacou que o socialista, afastado da política ativa há cerca de dez anos, chegou ao primeiro lugar “contra todos os prognósticos”, e enfrentará no segundo turno “o candidato da direita radical”. A publicação também classificou o desempenho de Luís Marques Mendes como “um grande revés”.

Outros veículos europeus seguiram a mesma linha. O El Mundo apontou que Seguro tende a concentrar o voto contrário à extrema-direita, enquanto destacou a fala de Ventura de que “a luta agora será entre o socialismo e o não socialismo”. Já o francês Le Monde e o belga Le Soir ressaltaram que, apesar do avanço, a extrema-direita não foi “a grande vencedora da noite eleitoral”. O site Politico, especializado em União Europeia, descreveu o resultado como uma “vitória surpresa” do centro-esquerda, embora tenha chamado atenção para o crescimento expressivo do partido Chega, liderado por Ventura.

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA:

- António José Seguro e André Ventura disputam o segundo turno das eleições presidenciais de Portugal em 8 de fevereiro.

- Seguro recebe apoios da esquerda, enquanto partidos de centro e direita evitam declarar voto oficialmente.

- Resultado teve forte repercussão internacional e registrou a maior participação eleitoral desde 2006.

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