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Bolsonarista invalida urna em dia de filas e confusão em Lisboa

Mais de 45 mil pessoas estão aptas a votar na capital portuguesa

Há 45.273 brasileiros aptos a votar em Lisboa, um aumento de mais de 113% em relação a 2018.
Há 45.273 brasileiros aptos a votar em Lisboa, um aumento de mais de 113% em relação a 2018. -

Da Redação

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Cidade com maior número de eleitores brasileiros no exterior, Lisboa, em Portugal, registrou tumulto e confusões entre grupos que apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Embora as aglomerações de eleitores estejam proibidas, dezenas de pessoas estão concentradas em frente ao local único de votação na capital portuguesa, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Maioritariamente vestidos de vermelho, grupos pró-Lula cantam o jingle da campanha e as palavras “tchuchuca do Centrão”. De verde e amarelo, eleitores de Bolsonaro gritam “mito” e “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Enquanto isso, a Polícia de Segurança Pública de Lisboa acompanhava a mobilização e impedia que os eleitores fechassem as vias.

Diante do clima de polarização, eleitores de esquerda enviaram formalmente ao Consulado do Brasil em Lisboa, responsável pela organização do pleito, um pedido de reforço na segurança. Além do efetivo policial, o consulado contratou 10 seguranças particulares.

Eleitores na capital portuguesa enfrentam, ao longo do dia, longas filas para votar. O tempo de espera já supera 1h30. Houve problemas com três das 58 urnas eletrônicas. Nessas seções, o voto acontece agora em papel e urnas de lona.

Bolsonarista vota duas vezes e invalida urna

Um eleitor driblou a fiscalização e votou duas vezes nas eleições. O episódio levou à impugnação de uma urna eletrônica e à invalidação de 59 votos que haviam sido computados antes do episódio. A atitude é considerada crime eleitoral no Brasil, mas, por ter acontecido no exterior, ele não foi preso pela polícia portuguesa. A adida da Polícia Federal fez um boletim de ocorrência e o homem deve ser processado no Brasil.

O caso aconteceu na sala 3 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que reúne duas seções eleitorais. Por conta de um problema técnico, a votação de uma das seções estava acontecendo com cédulas de papel. Após entrar na fila e votar com uma cédula física, o homem correu para a urna eletrônica da seção vizinha e votou uma segunda vez. O aparelho havia acabado de ser liberado para que um outro eleitor votasse.

A fraude foi imediatamente identificada e a eleição na sala acabou paralisada. Após decisão do Cartório Eleitoral, a urna eletrônica com a votação indevida foi impugnada e todos os votos nela contidos acabaram invalidados. Após cerca de uma hora, a votação recomeçou, agora com cédulas de papel. Eleitores que tiveram os votos invalidados têm o direito de votar novamente.

Brasileiros presentes durante a confusão afirmam que o homem se identificou como eleitor do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há 45.273 brasileiros aptos a votar em Lisboa, um aumento de mais de 113% em relação a 2018.

Com informações do portal Banda B

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