Delegada descarta 'crime político' em morte de petista

Polícia Civil indiciou o atirador Jorge Guaranho por homicídio qualificado e por motivo torpe

Polícia Civil indiciou o atirador Jorge Guaranho por homicídio qualificado e por motivo torpe
Polícia Civil indiciou o atirador Jorge Guaranho por homicídio qualificado e por motivo torpe -

Da Redação

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Polícia Civil indiciou o atirador Jorge Guaranho por homicídio qualificado e por motivo torpe

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (15), a delegada Camila Cecconello, que chefiou as investigações da morte do guarda municipal Marcelo de Arruda em Foz do Iguaçu, no último sábado (9), descartou o indiciamento do atirador Jorge Guaranho por crime político. De acordo com a Polícia Civil, o policial penal será indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por causar perigo a outras pessoas.

"Chegamos a conclusão que vamos indiciar o agente pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e por causar perigo a outras pessoas que estavam no local poderiam ter sido atingidas pelos disparos", afirmou a delegada. Sobre a questão política, Cecconello afirma que, no entendimento dela, não é possível fazer o indiciamento.

"Para você qualificar em crime político tem que enquadrar em alguns requisitos. É complicado a gente dizer que esse homicídio ocorreu porque o autor queria impedir os direitos políticos da vítima. Ele tinha a intenção de provocar. E a gente avalia que a escalada da discussão entre os dois fez com que o autor voltasse e praticasse o homicídio. Parece mais uma coisa que se tornou pessoal", afirmou Camila.

Ainda de acordo com a policial civil, as testemunhas ouvidas e a investigação indicam que o retorno de Guaranho ao local da festa temática do ex-presidente Lula foi impulsiva e não premeditada, pois, de acordo com a esposa do agente penal, o atirador teria sido 'humilhado' quando terra e pequenas pedras foram atiradas no veículo deles durante a primeira 'visita' ao local do aniversário.

A polícia disse ainda que, quando retornou a festa, Jorge disparou quatro vezes, sendo que dois tiros atingiram Arruda. O petista revidou com dez disparos, sendo que quatro atingiram o assassino.

O caso 

Jorge Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu a festa de aniversário de Marcelo Arruda, que comemorava seus 50 anos, e o matou. A comemoração tinha como tema o PT, com imagens do partido e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O atirador foi baleado por Arruda, que tentava se defender, e está internado em estado grave. Guaranho teve prisão preventiva decretada na segunda (11).

Com informações do G1, Uol e Yahoo