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DEM e PSL se unem e buscam a 3ª via nas eleições de 2022

Com a fusão, partido passa a se chamar 'União Brasil'; Mandetta defende aliança com Sergio Moro.

Junção dos partidos faz com que seu nome seja 'União Brasil'.
Junção dos partidos faz com que seu nome seja 'União Brasil'. -

Rodolpho Bowens

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Com a fusão, partido passa a se chamar 'União Brasil'; Mandetta defende aliança com Sergio Moro

Em uma reunião a portas fechadas o Democratas (DEM) aprovou, na manhã desta quarta-feira (6), por aclamação, a fusão com o Partido Social Liberal (PSL), antiga legenda do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). A votação ocorreu minutos antes da primeira convenção nacional, que acontece em Brasília, e oficializa a fusão das legendas. O evento, presencial, reuniu lideranças de diferentes siglas que tentam viabilizar uma terceira via na disputa presidencial de 2022 e enxergam no 'União Brasil' – nome que terá a sigla a ser formada - um aliado estratégico. Em Ponta Grossa, há dois vereadores que representam os partidos: Jairton Nicoluzzi (DEM) e Jose Carlos Sahagoff Raad (PSL).

De acordo com o presidente do PSL, Luciano Bivar, a fusão do DEM com o PSL acontece em meio a dificuldades em levar “propostas de interesse nacional ao Congresso”. “A fusão traz um sentimento maior de união. Não adianta ter partidos isolados com interesses mesquinhos. É uma forma de trazer mais eficiência à pauta nacional”, afirmou Bivar que será o presidente nacional da nova sigla.

A diretoria do PSL já havia confirmado posição favorável em 28 de setembro. A expectativa agora é de que os partidos corram com os trâmites burocráticos para garantir que a nova sigla esteja apta a participar das eleições de 2022. Para isso, é necessário que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprove a fusão até março do próximo ano.

Entretanto, ao longo do dia que antecedeu a convenção, integrantes regionais das siglas, especialmente ligados ao PSL, mantiveram tratativas sobre como será organizado o comando nos estados. As discussões se estenderam pela madrugada. Ficou acertado que neste primeiro momento será constituída uma comissão instituidora que vai regularizar as comissões estaduais.

Os impasses regionais também têm travado avanços na discussão sobre o nome que o novo partido apoiará para presidência da República. De certo, apenas que ele fará oposição tanto ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro, quanto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliança

Na oficialização do novo partido União Brasil, resultado da fusão do DEM com o PSL, o ex-ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, reforçou que trabalha para uma possível aliança com Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, para as eleições de 2022. “O Moro é uma figura muito importante para as eleições do próximo ano e para o Brasil. Estamos conversando, mas primeiro ele precisa se filiar a um partido para sentar à mesa conosco”, disse.

O ex-ministro também comentou sobre a expansão que o novo partido terá. Para ele, quanto mais nomes disponíveis para fugir da polarização Lula x Bolsonaro, melhor. “Nós teremos muitos nomes disponíveis para o próximo ano. Já temos o meu, o de Rodrigo Pacheco (DEM), o PSL cota o Datena. Será um leque interessante de terceira via. Quanto mais possibilidades, melhor”, afirmou.

Com informações: Congresso em Foco.

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