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Pacientes morrem em experimento com cloroquina

A médica passou a aplicar a técnica experimental da nebulização do medicamento diluído, o que não é previsto pelos regulamentos medicinais.

Pacientes evoluíram de quadros estáveis  à óbitos.
Pacientes evoluíram de quadros estáveis à óbitos. -

Da Redação

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A médica passou a aplicar a técnica experimental da nebulização do medicamento diluído, o que não é previsto pelos regulamentos medicinais.

Três pacientes nebulizados com hidroxicloroquina diluída em soro tiveram os óbitos confirmados no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, no sul do Rio Grande do Sul. Todos esses casos ocorreram entre segunda (22) e esta quarta-feira (24), com enfermos da covid-19 evoluindo de quadros clínicos graves e estáveis para o falecimento após o início dos tratamentos experimentais ministrados pela médica Eliane Scherer. 

Os protocolos clínicos da instituição preveem apenas a prescrição da hidroxicloroquina pela via oral, mas Eliane passou a aplicar a técnica experimental da nebulização do fármaco diluído, o que não é previsto pelos regulamentos medicinais.

A direção do hospital evita fazer conexão direta entre as mortes e o tratamento alternativo, mas avalia que a técnica vem contribuindo para a degradação da saúde dos doentes. A médica foi procurada por GZH e ainda não houve retorno.

— Não verificamos que a nebulização esteja contribuindo para melhorar o desfecho dos pacientes. Os indícios sugerem que está contribuindo para a piora porque todos os casos (de óbito) apresentaram reações adversas após o procedimento — diz Tiago Bonilha de Souza, médico e diretor-técnico do hospital. 

Leia mais no Portal GZH.

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