Escolas municipais do Paraná terão energia fotovoltaica
Iniciativa busca qualificar as unidades de ensino ao consumo zero de energia de origem externa

Iniciativa busca qualificar as unidades de ensino ao consumo zero de energia de origem externa
O Governo do Estado deu início nessa terça-feira (03) a mais um projeto inovador. O secretário do Desenvolvimento Urbano e de Obras Pública, João Carlos Ortega, assinou Memorando de Entendimento entre o Paranacidade, o Green Building Council Brasil (GBC BR) e a Fomento Paraná para transformar as escolas municipais de todo o Estado em geradoras de energia elétrica fotovoltaica e qualificá-las para alcançar a condição de consumo zero de energia de origem externa.
O objetivo é levar o benefício as cerca de 4 mil escolas existentes nos 399 municípios paranaenses. Na primeira fase serão 180 unidades escolares de seis municípios. Nesta etapa, para viabilizar as mudanças, as prefeituras terão R$ 30 milhões do Sistema de Financiamento dos Municípios (SFM), disponibilizados pela Fomento Paraná, e deverão oferecer contrapartida para implantar os projetos. O Green Building Council é uma organização internacional que atua implantação e certificação de projetos de eficiência energética.
Integração
O secretário Ortega destacou a integração dos diferentes órgãos do Governo do Estado para viabilizar a iniciativa. “O Governo deve unir esforços, atuar em conjunto com a sociedade e, assim, inovar e promover as melhorias na vida da população”, enfatizou.
O diretor de Operações do Setor Público da Fomento Paraná, Wellington Dalmaz, destacou a importância social da iniciativa. Para ele, começar a mudança pelas escolas colocará as crianças não apenas em contato com novas tecnologias, mas principalmente com conceitos da importância de economizar energia e também da sustentabilidade.
“As crianças conhecerão os ‘edifícios verdes’, verão os benefícios na prática e atuarão como multiplicadoras. Primeiro, ao levar para as suas famílias a cultura de que o mundo sustentável é possível. Depois, quando adultas, já tomarão as suas decisões dentro desse critério”, disse Dalmaz.
Implantação
O processo terá início com a Copel que, pelo do seu Programa de Eficiência Energética, vai viabilizar a análise das necessidades de energia de cada unidade e a substituição dos elementos atuais por alternativas mais econômicas, como lâmpadas LED, ou promover adequações nos sistemas de ar-condicionado.
Após o consumo mínimo ser alcançado, começará a elaboração do Projeto para a Geração de Energia Fotovoltaica, pelo Green Building Council Brasil, sob encomenda das prefeituras. Com o projeto, o poder municipal encaminhará, via Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, a solicitação de recursos à Fomento Paraná.
Caberá ao Paranacidade o encaminhamento, apoio técnico e fiscalização de todo o processo. Ao final, o GBC BR fará a certificação da economia alcançada. “A evolução tecnológica nos permite prever a possibilidade de alcançarmos o índice de energia zero”, disse o diretor executivo do CBC BR, Felipe Faria.
Paraná em Destaque
De acordo com dados da COPEL, o potencial de geração de energia fotovoltaica no Paraná é de 18 GW, enquanto a Usina Hidrelétrica de Itaipu produz 14 GW, o que indica o tamanho do mercado no segmento e o impacto que a sua implantação poderá em favor do meio ambiente.
“A transformação das 180 escolas iniciais colocará o Paraná na segunda posição em todo o mundo nesse tipo de intervenção. Apenas na Califórnia, nos Estados Unidos, há um número maior de escolas nesse conceito”, disse Faria. O programa implantado no estado norte-americano começou no ano de 2010.





















