MP quer leiloar óculos, relógios e até cinto de Richa
Quadro Negro investiga os crimes de obstrução de Justiça, corrupção, fraude à licitação e organização criminosa e chegou a prender Beto Richa em março

Quadro Negro investiga os crimes de obstrução de Justiça, corrupção, fraude à licitação e organização criminosa e chegou a prender Beto Richa em março
O Ministério Público do Paraná pediu à Justiça nesta terça-feira, 9, que leve a leilão objetos apreendidos na casa do ex-governador Beto Richa (PSDB), alvo da Operação Quadro Negro – apuração sobre desvios de R$ 21,7 milhões em obras de escolas estaduais. Na lista de itens confiscados do tucano estão óculos de sol, abotoaduras e prendedor de gravatas, canetas, relógios, cinto e três correntes, uma pulseira e um anel.
A Quadro Negro investiga os crimes de obstrução de Justiça, corrupção, fraude à licitação e organização criminosa e chegou a prender Beto Richa em março. Por 2 votos a 1, no dia 4 de abril, a 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná concedeu um habeas corpus ao ex-governador e o soltou.
O ex-governador foi preso três vezes em um ano. Ele foi capturado na Operação Radiopatrulha, também do Ministério Público do Paraná, e ainda pela Operação Integração, desdobramento da Lava Jato na Justiça Federal.
O pedido da Promotoria foi apresentado ao juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9.ª Vara Criminal de Curitiba. O Ministério Público informou que os muitos objetos apreendidos são de “renomadas marcas” e têm “razoável valor de revenda”.
“Uma vez que até o presente momento ainda não se logrou ressarcir o erário paranaense pelo prejuízo causado com o desvio das verbas destinadas à construção de escolas, ainda que tais bens não tenham sido adquiridos com valores oriundos das práticas ilícitas, devem eles serem mantidos apreendidos, a título de arresto, para futura decretação de sua perda, com consequente venda em leilão público, sendo o valor obtido enviado aos cofres públicos”, argumentaram os promotores Denilson Soares de Almeida, Emiliano Antunes Waltrick, Felipe de Paula Soares, Fernando Cubas Cesar e Wagner Veloso Hultmann.
O Ministério Público alegou à Justiça que a venda dos bens deve ser feita de forma antecipada e não ao final do processo. Segundo os promotores, a “ausência de cuidados levará a depreciação dos bens, com perda tanto para o Estado quanto para o denunciado”.
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