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Polícia Federal deflagra 56ª Fase da Operação Lava Jato

Operação Sem Fundos cumpre mais de 90 mandados em quatro estados em crimes relacionados à nova sede da Petrobras, em Salvador

Mais de 90 mandados são cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Mais de 90 mandados são cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais -

Da Redação

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Operação Sem Fundos cumpre mais de 90 mandados em quatro estados em crimes relacionados à nova sede da Petrobras, em Salvador

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagram nesta sexta-feira (23) a operação Sem Fundos – a 56ª Fase da Operação Lava Jato. Esta fase serve para cumprir 68 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, divididos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, a fim de reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações apontam que a execução da construção das edificações destinadas à instalação da nova sede da Petrobras em Salvador (BA), assim como os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobras e dirigentes da Petros, além de terceiros com ele mancomunados. Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria PETROBRÁS e das contribuições de seus empregados.

Em suma, o Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros), mediante parceria com a Petrobras, investiu na execução da obra para alugar o prédio à empresa estatal por 30 anos. Ocorre que, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas da Lava Jato, o valor da execução ficou bem acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago também.

Assim, os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes. As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão e multa.

O nome da operação refere-se à perda do Fundo de Pensão da Petrobras, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição da Justiça.

Informações Polícia Federal.

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