Coligação de Cida decide afastar Beto Richa da chapa
Decisão foi tomada na noite de segunda-feira (17), após reunião com líderes dos partidos. Apesar da decisão, Richa segue como candidato.

Decisão foi tomada na noite de segunda-feira (17), após reunião com líderes dos partidos. Apesar da decisão, Richa segue como candidato.
A coligação ‘Paraná Decide’ (PP, DEM, PSDB, PSB, PTB, Pros, PMB e PMN), da governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP), decidiu, por maioria, pelo afastamento do candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), da chapa. A decisão foi informada via assessoria de imprensa no início da noite de segunda-feira (17). Apesar da definição, a medida não tira Richa da corrida eleitoral pelo Senado. O candidato, inclusive, anunciou que seguirá na disputa.
De acordo com advogados consultados pela equipe do Jornal da Manhã e do portal aRede, a decisão de uma chapa em afastar um candidato é inédita no Brasil e, por isso, não existe previsão legal para o ocorrido. Com o afastamento, a chapa deve retirar as campanhas de Richa das propagandas no rádio e televisão, o que deve fazer com que o candidato entre com medida judicial, como um mandado de segurança, para conseguir manter as inserções durante a candidatura. A discussão deve ser levada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O prazo limite para a retirada ou substituição de candidaturas foi encerrado na segunda-feira (17). A partir de agora, de acordo com a Legislação, candidatos só podem ser substituídos em caso de morte, denúncia ou ilegibilidade. Apesar dos últimos acontecimentos envolvendo Richa e até mesmo da prisão do candidato ao Senado, ele ainda segue elegível de acordo com a Justiça Eleitoral.
O pedido de retirada de Richa da chapa foi feito pela própria Cida Borghetti, no início da segunda-feira (17). Também na segunda, o candidato ao Senado afirmou que seguirá com a campanha, apesar dos acontecimentos, e que, inclusive, tem uma reunião agendada para a manhã desta terça-feira (18) com prefeitos paranaenses para ‘medir’ o apoio que deve ter no restante do processo eleitoral.
Com a decisão da chapa, os tempos de rádio e televisão da coligação devem ser preenchidos totalmente pelo candidato Alex Canziani (PTB), ao menos que Richa entre com uma medida protetiva na Justiça exigindo espaço no horário eleitoral.
Decisão foi tomada após prisão
Preso entre os dias 11 e 15 de setembro, Beto Richa é investigado na Operação Rádio Patrulha, que apura esquema de desvio de dinheiro de obras em estadas rurais. Richa é alvo de inquérito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual. Na sexta, uma decisão de Gilmar Mendes, do STF, revogou a prisão de Richa e de todos os outros investigados no esquema, instantes após a justiça decretar a prisão temporária do candidato.





















