Mais agressivo, H1N1 triplica mortes por gripe
Altamente contagiosa, a gripe pode ser prevenida com a vacina

Altamente contagiosa, a gripe pode ser prevenida com a vacina
De acordo com dados do Ministério da Saúde, até 14 de julho, o país registrou 839 mortes provocadas pelo vírus H1N1. Considerado mais agressivo, o tipo H1N1 do vírus é o que mais circula no País. O total de óbitos já é 68% maior do que o relatado em todo o ano de 2017.
O número de registro de casos de gripe também aumentou: houve alta de 162% ante o mesmo período do ano passado. De acordo com especialistas, também é comum haver subnotificação de ocorrências menos graves.
Altamente contagiosa, a gripe pode ser prevenida com a vacina. As doses disponíveis na rede pública protegem contra os três subtipos do vírus (H1N1, H3N2 e influenza B). O País conseguiu bater a meta de vacinar 90% do público-alvo este ano, após duas prorrogações da campanha.
Perguntas e respostas
Quais são as diferenças entre os vírus que causam gripe?
De acordo com o Ministério da Saúde, existem três tipos de vírus influenza que circulam no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas e não têm impacto na saúde pública, não estando relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias (A/H1N1 e A/H3N2).
O que muda de ano para ano?
Um vírus pode sofrer mutação e trazer infecções mais sérias porque não encontra uma população protegida por exposições anteriores.
A vacinação cobre todos os vírus? Como o imunizante é feito?
A vacina contra gripe ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra todos os tipos. O mesmo ocorre na rede particular. A definição da composição do imunizante muda a cada ano, considerando as cepas que mais circularam no Hemisfério Sul, no ano anterior. Para 2018, a Organização Mundial da Saúde definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B.
A campanha pública deste ano já terminou?
Sim. E a meta geral de 90% do público-alvo foi alcançada. Nos postos de saúde, porém, podem ser encontradas vacinas remanescentes. O público prioritário são crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades. Em alguns municípios, a faixa etária de quem pode receber a dose foi ampliada para crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos.
Quem não está no grupo prioritário deve buscar vacina na rede privada?
Segundo especialistas, quem puder deve se proteger. “A vacina é ideal para todo mundo. Ela diminui formas graves da doença”, afirma Raquel Muarrek, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz.
Há outras formas de se prevenir, além da vacina?
Sim. É recomendável evitar aglomerações e lugares fechados. Além disso, recomenda-se lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool em gel para higienização, manter os ambientes arejados e evitar o contato com pessoas gripadas e resfriadas.
Informações Estadão





















