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Nasa libera nova imagem dos anéis de Saturno

A foto recém-lançada é mais um lembrete do legado científico deixado pela sonda Cassini, que concluiu seus 13 anos de exploração em Saturno com um mergulho proposital na atmosfera do gigante gasoso

As cores dos anéis de Saturno - registro feito em 22 de agosto de 2009 pela sonda Cassini/Foto: Reprodução NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute
As cores dos anéis de Saturno - registro feito em 22 de agosto de 2009 pela sonda Cassini/Foto: Reprodução NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute -

Da Redação

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A foto recém-lançada é mais um lembrete do legado científico deixado pela sonda Cassini, que concluiu seus 13 anos de exploração em Saturno com um mergulho proposital na atmosfera do gigante gasoso

Os icônicos anéis de Saturno são surreais e deslumbrantes. Não há como pensar no Sistema Solar sem ter sua imagem em nossa mente. Eles possuem infinitas variações sutis de cores, e agora percebemos isso em detalhes na nova imagem feita pela sonda Cassini.

Na verdade, a imagem é bem antiga, e foi feita em 22 de agosto de 2009, quando a sonda estava a cerca de 1,25 milhões de quilômetros do centro dos anéis, segundo autoridades da NASA. Mas só agora ela foi liberada ao público.

"As partículas que compõem os anéis variam em tamanho, desde detritos menores do que um grão de areia até rochas gigantes como montanhas. Sua composição é basicamente de gelo de água", escreveram funcionários da NASA em uma foto revelada há pouco. "A natureza do material responsável por dar cor aos anéis continua sendo assunto de intenso debate entre os cientistas."

A foto recém-lançada é mais um lembrete do legado científico deixado pela sonda Cassini, que concluiu seus 13 anos de exploração em Saturno com um mergulho proposital na atmosfera do gigante gasoso em 15 de setembro de 2017. Cassini estava ficando sem combustível, e os controladores da missão programaram a espaçonave para executar essa manobra de suicídio, a fim de garantir que a sonda nunca contaminasse as luas de Saturno Titã e Encélado, já que os cientistas acreditam que elas sejam capazes de sustentar a vida como conhecemos.

A missão Cassini-Huygens custou $3,2 bilhões de dólares americanos, e foi administrada em conjunto pela NASA, a Agência Espacial Européia (ESA) e a Agência Espacial Italiana. Huygens era um pousador europeu, e aterrissou em Titã em janeiro de 2005, realizando o primeiro pouso suave em um corpo do Sistema Solar externo.

 O orbitador Cassini também foi responsável por grandes conquistas, como a descoberta de que Titã é de fato um mundo bem parecido com a Terra, com rios, lagos, mares e até um sistema meteorológico, embora os líquidos que caem por lá sejam compostos por hidrocarbonetos e não água. [assista a aterrissagem em Titã feita pela sonda Huygens - narração em português] A sonda Cassini também detectou gêiseres de jatos de gelo na região do polo sul de Encélado em 2005. Membros da equipe da missão concluíram mais tarde que esse material é proveniente de um oceano de água líquida escondido abaixo da superfície, que seria potencialmente habitável.

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