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Cinco consórcios farão estudos para construir ferrovia de R$ 10 bi

Governo revela os quatro consórcios e o nome das empresas que farão o ‘EVTEA’ da nova ferrovia no Paraná

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Fernando Rogala

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Quatro consórcios, compostos por mais de dez empresas, foram selecionados pelo Governo do Estado do Paraná para fazer os estudos de engenharia para implantação da nova ferrovia no Estado. A obra, orçada em aproximadamente R$ 10 bilhões, terá quase mil quilômetros, para fazer a ligação entre Dourados (MS) e o complexo portuário do Litoral do Paraná, passando pela região dos Campos Gerais. Compõem aos consórcios empresas nacionais e internacionais, sendo que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) integra um deles. O custo estimado para a realização deste estudo é de R$ 25 milhões.

O Procedimento de Manifestação de Interesse para a execução do projeto foi lançado no final de novembro de 2017. No total, dezoito empresas compostas em seis consórcios nacionais e internacionais mostraram interesse na elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental - o EVTEA. As propostas foram enviadas até o final de janeiro deste ano, as quais foram avaliadas pelo Governo do Estado, que selecionou os autorizados a realizar o estudo. A partir da conclusão destes estudos, com prazo estimado em 270 dias, o governo abrirá processo licitatório para construção e concessão da linha.

A obra está dividida em dois trechos. O primeiro, de 400 quilômetros, ligaria Guarapuava ao litoral, com a construção de uma linha nova, o que eliminaria os gargalos existentes tanto nos Campos Gerais quanto na Serra do Mar. A previsão é que traçado passe, nos Campos Gerais, por municípios como Irati, Palmeira e Prudentópolis. Já o segundo trecho tem 600 quilômetros, de Guarapuava a Dourados, passando por Guaíra, e conta com a implantação de 350 quilômetros de linha nova, além da reabilitação do trecho já existente entre Guarapuava e Cascavel.

O secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Juraci Barbosa Sobrinho, comentou que o número elevado de propostas recebidas é reflexo da segurança jurídica oferecida pelo Estado. “O sucesso e a credibilidade do projeto junto ao mercado podem ser atribuídos ao extenso trabalho interno do Governo do Paraná na estruturação das questões técnicas e jurídicas”, destaca.

A nova ferrovia reduzirá custos logísticos e agilizará o transporte da lavoura até o porto. Barbosa Sobrinho explicou apenas 20% das mercadorias que chegam ao Porto de Paranaguá são transportadas por via-férrea, atualmente. Além da Secretaria do Planejamento, fazem parte do Grupo Técnico Setorial que analisou as propostas do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) as secretarias de Estado da Infraestrutura e Logística, a Ferroeste e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Copel é uma das integrantes

Os consórcios eleitos pelo Governo do Estado para realizar o estudo foram quatro. Entre eles estão o HaB, constituído pelas empresas Bureau da Engenharia ECT Ltda, Hendal e Advice Concultoria e Serviços; o consórcio SSSE, formado pela empresa espanhola Sener Ingeneria e pelas nacionais Sener Setepla e Engefoto; o consórcio Egis-Esteio-Copel, do qual fazem parte a empresa francesa Egis Engenharia e Consultoria Ltda, e as companhias nacionais Esteio Engenharia e Aerolevantamentos S.A e Copel; e o consórcio formado por Sistemas de Transportes Sustentáveis – STS, Pullin e Campano Consultores Associados e Navarro Prado Advogados, pela consultoria Millennia Systems, dos Estados Unidos, e pela EnVia Technologies International

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