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Casos de Zika foi 92% menor em 2017 em comparação a 2016

Taxa de incidência da doença passou de 103,9 por 100 mil habitantes em 2016 para 8,2 por 100 mil habitantes neste ano

Taxa de incidência da doença passou de 103,9 por 100 mil habitantes em 2016 para 8,2 por 100 mil habitantes neste ano/Foto: Reprodução
Taxa de incidência da doença passou de 103,9 por 100 mil habitantes em 2016 para 8,2 por 100 mil habitantes neste ano/Foto: Reprodução -

Da Redação

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Taxa de incidência da doença passou de 103,9 por 100 mil habitantes em 2016 para 8,2 por 100 mil habitantes neste ano

As notificações de dengue, febre chikungunya e zika vírus, das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, tiveram queda entre janeiro e novembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2016.

Somente os casos de zika foram 92,1% menores, e a taxa de incidência passou de 103,9 por 100 mil habitantes no ano passado para 8,2 por 100 mil habitantes em 2017.

A doença é descrita pelo Ministério da Saúde como "febril aguda, autolimitada, com duração de três a sete dias, geralmente sem complicações graves". Porém, há registro de mortes e manifestações neurológicas, além de causar a microcefalia, condição em que o recém-nascido nasce com a cabeça menor do que o normal e que causa um atraso no desenvolvimento neurológico e motor da criança.

Transmissão

A picada pelo mosquito infectado, principalmente o Aedes aegypti, é a principal forma de transmissão do zika vírus em regiões tropicais. Eles picam, normalmente, no início da manhã e ao fim da tarde.

Semelhantes aos de outras infecções por arbovírus (transmitidos por mosquitos), os sintomas incluem febre, erupções cutâneas, conjuntivite, dores nos músculos e nas articulações, mal-estar ou dor de cabeça. Esses sintomas são, normalmente, ligeiros e duram de dois a sete dias.

“O pior dos sintomas era a coceira, até a sola do pé. Fica cheio de pontos vermelhos”, lembra o advogado Gabriel Freza, diagnosticado há cerca de dois anos com a doença em Brasília. Independentemente do indicar, é necessário procurar o serviço de saúde mais próximo para orientações.  

Não existe tratamento específico para febre por zika. Recomenda-se o uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e da dor. Ainda não há vacina disponível.

Não é aconselhado o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico (AAS) e outras drogas anti-inflamatórias, por conta do risco de aumentar complicações hemorrágicas. Se os sintomas persistirem ou piorarem, é necessário procurar cuidados médicos.

Prevenção

Para prevenir o zika vírus, é fundamental reduzir o número de mosquitos do Aedes aegypti por meio da eliminação de criadouros. Para isso, é necessário um esforço coletivo para que os reservatórios, e qualquer local que possa acumular água, sejam totalmente cobertos com telas ou capas, impedindo o acesso das fêmeas grávidas. Em áreas em que a incidência do mosquito é maior, a população pode, de forma complementar, utilizar repelentes.

Os cuidados durante a gravidez devem ser redobrados; e é indicado o uso de repelentes, além de roupas que cubram o corpo. A filha de Irailde nasceu com microcefalia após a mãe ter contraído o zika Vírus durante a gestação. A família hoje busca mobilizar a comunidade para o combate ao mosquito. “Quando eu vejo uma mãezinha, que está grávida, eu digo ‘se cuida, é bom para você e para a criança’”, disse.

Informações Governo do Brasil

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