Após polêmica, ministra desiste de pedir salário de R$ 61 mil | aRede
PUBLICIDADE

Após polêmica, ministra desiste de pedir salário de R$ 61 mil

Com um salário de R$30,5 mil, a desembargadora questiona: “Como é que eu vou comer, como é que eu vou beber, como é que se vai calçar?”

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, durante cerimônia de posse em Brasília/Foto: Divulgação MSN Notícias
A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, durante cerimônia de posse em Brasília/Foto: Divulgação MSN Notícias -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Com um salário de R$30,5 mil, a desembargadora questiona: “Como é que eu vou comer, como é que eu vou beber, como é que se vai calçar?”

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, desistiu nesta quinta-feira (02), do pedido que fez ao governo para ganhar o salário integral do cargo, o que elevaria seus vencimentos mensais para R$ 61,4 mil, já que ela também recebe como desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia.

A ministra comunicou a desistência por meio de nota depois da repercussão negativa após entrevista dada à Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo – que revelou o caso -, na qual ela justificou o pedido de acúmulo de vencimentos porque o cargo que ocupa impõe gastos extras como se “vestir com dignidade” e “usar maquiagem”.

Luislinda recebe R$ 30,5 mil como desembargadora aposentada. Como ministra, o salário seria de R$ 30,9 mil, mas, para não ultrapassar o teto constitucional de R$ 33,7 mil – o mesmo de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) -, ela recebe do governo apenas R$ 3,2 mil.

Ela disse que não se arrepende de ter comparado seu caso ao trabalho escravo na petição encaminhada ao governo para receber o salário integral de ministro. “Todo mundo sabe que quem trabalha sem receber é escravo”, diz.

“Considerando o documento sobre a situação remuneratória da ministra Luislinda Valois, o Ministério informa que já foi formulado um requerimento de desistência e arquivamento da solicitação”, diz a nota divulgada pelo Ministério dos Direitos Humanos.

Informações MSN Notícias 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right