Câmara retira percentual de fundo público eleitoral
Câmara adiou pela terceira vez a modificação do sistema eleitoral, o chamado "distritão”
Câmara adiou pela terceira vez a modificação do sistema eleitoral, o
chamado "distritão”
O plenário da Câmara aprovou na noite de ontem (23) o
destaque que retira da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003 o
dispositivo que estabelecia um percentual que vinculava 0,5% da receita
corrente líquida da União para fundo de financiamento público de campanhas
eleitorais. Após a aprovação do destaque, por 441 votos a 1, a votação do
restante do texto da reforma política foi adiada para a próxima terça-feira
(29).
Pelas dificuldades em fechar acordo entre os parlamentares,
os deputados aprovaram um requerimento por 241 votos a 209 pela votação
fatiada, em que a análise é feita por partes. Com isso, a proposta foi votada
começando pela apreciação do destaque que retirou o percentual para o fundo e,
na sequência, será discutido o dispositivo que trata da adoção do sistema
distrital misto para as eleições de 2022 em diante e do chamado
"distritão” em 2018 e em 2020. Essa votação ficou para a próxima
semana.
Com a pressão popular contra a criação do um fundo de 0,5%
para financiar as campanhas eleitorais, os parlamentares buscaram uma nova
estratégia: manter no texto da PEC a criação do fundo e encaminhar para que o
Congresso defina, na proposta orçamentária do ano anterior ao pleito eleitoral,
o valor dos recursos públicos a serem destinados às campanhas.
Na semana que vem, após a definição do sistema eleitoral, os
deputados vão deliberar se mantém ou não o fundo público para campanhas
eleitorais. Também serão votados dispositivos como o que trata da mudanças nas
datas de posse, encurtamento do período de campanha em segundo turno,
remuneração e perda de mandato para os deputados federais, entre outros.
Judiciário
Antes da votação do percentual do fundo público para campanhas
eleitorais, os parlamentares retiraram do texto da PEC o dispositivo que previa
mandato de dez anos para futuros membros indicados por escolha política para
tribunais superiores, tribunais de Justiça, tribunais regionais federais e da
Justiça do Trabalho. Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por
exemplo, tem cargo vitalício e a PEC pretendia rever essa regra.
Ao fim dos trabalhos, o presidente da Câmara, deputado
Rodrigo Maia, convocou nova sessão da Casa para votar a Medida Provisória 777/17,
que extingue a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e cria a Taxa de Longo Prazo
(TLP) para financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
Informações Agência Brasil