Temer se reúne para debater reforma da Previdência
Durante o encontro, eles tentaram traçar estratégias para destacar as reformas econômicas na agenda de votações no Congresso Nacional
Durante o encontro, eles tentaram traçar estratégias para destacar as
reformas econômicas na agenda de votações no Congresso Nacional
O presidente Michel Temer convocou uma reunião ontem
(6) no Palácio do Planalto para discutir, entre outros assuntos, a tramitação
da reforma da Previdência. Depois de mais de dois meses parada na Câmara, a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma, deve voltar
ao centro da pauta legislativa nos próximos dias.
A reunião terminou por volta das 15h30 e contou com a
presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício
Oliveira (PMDB-CE), além dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, da
Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e da Secretaria-Geral da Presidência,
Moreira Franco.
Durante o encontro, eles tentaram traçar estratégias para
destacar as reformas econômicas na agenda de votações no Congresso Nacional.
Por se tratar de uma emenda constitucional, a reforma da
Previdência deve ser aprovada com no mínimo 308 votos, do total de 513
deputados. Segundo lideranças governistas no Congresso, o objetivo agora é
reorganizar a base para conseguir esse quórum, que é considerado alto. “Quando
aprovamos a reforma na comissão [especial], nós tínhamos 290 votos [favoráveis
à PEC], estávamos em busca de mais 18 para chegar em 308. Temos que saber se
temos condições de aprovar o relatório original ou se nós teríamos que fazer um
movimento de reavaliação do que vamos votar”, disse o deputado Lelo Coimbra
(PMDB-ES), líder da maioria na Câmara, à Agência Brasil.
Antes de incluir na pauta a proposta, entretanto, os
deputados e senadores devem se debruçar para apreciar as medidas provisórias
(MPs) que trancam a pauta do Congresso.
A prioridade é votar as MPs que tratam do refinanciamento da
dívida junto à União, da reoneração da folha de pagamento para determinados
setores e da criação da Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP) para remunerar
contratos de financiamento com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).
O objetivo do governo é aprovar medidas que garantam o
aumento da arrecadação federal e evitem que se altere a meta fiscal.
O Congresso ainda tem pelo caminho a reforma
político-eleitoral que deve mobilizar as atenções dos parlamentares nas
próximas semanas. Assim como as MPs, as mudanças na legislação eleitoral contam
com um prazo curto para apreciação. Para valer para a próxima eleição, a
reforma política deve ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até o início de
outubro.
Depois de aprovar com folga a reforma trabalhista, a Câmara
não conseguiu avançar com a análise do projeto que propõe várias mudanças nas
regras de acesso à aposentadoria.
A reforma previdenciária tomou boa parte da agenda do início
deste ano, com a realização de vários debates e a mobilização de diferentes
setores em torno da elaboração do parecer da comissão especial criada para
analisar a proposta.
Mas desde a divulgação das denúncias de envolvimento do
presidente da República em esquema de pagamento de propinas e troca de favores
com empresários investigados pela Operação Lava Jato, a PEC aguarda para ser
pautada no Plenário.
Concluída a votação da denúncia contra o presidente Temer, a
base governista quer rapidamente retomar os votos para garantir a aprovação das
reformas.
Esta semana, o ministro Meirelles chegou a comentar que
espera que a reforma da Previdência esteja aprovada na Câmara até outubro.
Na volta do recesso parlamentar, Maia e Eunício anunciaram
que, junto com a propostas de caráter econômico, projetos que tratem de
segurança pública terão prioridade na tramitação.
Após a reunião, Michel Temer gravou vídeo para comentar a
ação das tropas federais no Rio de Janeiro. O presidente destacou que o governo
federal vem traçando um plano nacional de segurança há seis meses, período em
que houve a mudança do Ministério da Justiça para Ministério da Justiça e da
Segurança Pública.
O presidente ressaltou ainda que as reações ao trabalho de
combate ao crime no Rio de Janeiro “serão amplamente e fortemente combatidas
pelas forças federais”.
Maia também gravou um vídeo em que destaca o início da
segunda fase das operações de reforço na segurança do Rio de Janeiro.
No vídeo, divulgado nas redes sociais da Presidência da
República, o deputado afirma que o combate ao crime organizado é fundamental e
que “os índices de violência estarão diminuindo brevemente no Rio de Janeiro”,
disse.
O presidente da Câmara também disse que a parceria dos
governos federal e do estado tem o objetivo de promover políticas sociais para
“recuperar os jovens que foram atraídos pelo tráfico de drogas”.
Informações Agência Brasil