OAB aprova pedido de impeachment contra Temer | aRede
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OAB aprova pedido de impeachment contra Temer

Reunião foi concluída e anúncio foi feito na madrugada deste domingo

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Fernando Rogala

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O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou, nesta madrugada, o parecer que recomenda abertura do processo de impeachment contra o Presidente da República, Michel Temer, por crime de responsabilidade. A reunião terminou nos primeiros minutos deste domingo, e o anúncio foi feito por volta de uma hora da madrugada deste dia 21. Agora, o pedido será protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.

Na votação realizada, foram 25 votos favoráveis à abertura do processo de impeachment e apenas um contrário – esses votos são referentes à representação da Ordem de cada estado brasileiro. A decisão do Conselho segue o que foi definido pela comissão especial do órgão, que, convocada pela diretoria da OAB Nacional, já havia indicado a posição a favor da abertura do afastamento de Temer por ter "falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares”.

Reunião Extraordinária 

De acordo com o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, a reunião extraordinária foi convocada após ser disponibilizado acesso aos autos do processo contra Temer no Supremo Tribunal Federal. Os conselheiros do órgão condenaram a atitude de Temer ter se encontrado com empresário investigado pela Polícia Federal. Além disso, foi destacado que, ao não denunciar o empresário após ele admitir ter corrompido dois juízes e um procurador, "Temer faltou com o decoro e feriu a Lei do Servidor Público". Segundo a OAB, Temer também teria agido em favor dos interesses pessoais de Joesley em detrimento do interesse público.

De acordo com o parecer da comissão, Temer teria infringido o artigo 85 da Constituição, que define os crimes de responsabilidade do Presidente da República, e a Lei do Servidor Público, por não informar à autoridade competente atos ilícitos que teriam sido cometidos por Joesley.

A comissão avaliou ainda que o presidente também teria infringido o decoro exigido pelo cargo por ter recebido com o empresário, especialmente pelo horário em que ocorreu o encontro (22h45) e sem registro na agenda oficial.

Com informações do UOL

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