Após estupro de aluna, protesto reúne centenas de estudantes
Protesto pede segurança no campus da universidade em que uma aluna foi estuprada por dois homens em Curitiba
Protesto pede
segurança no campus da universidade em que uma aluna foi estuprada por dois
homens em Curitiba
Cerca de 500 alunos da Universidade Positivo, segundo os
organizadores, se reuniram na noite desta terça-feira (9) em uma manifestação
pacífica por mais segurança dentro do campus, no bairro Campo Comprido, em
Curitiba. O protesto aconteceu em razão de um estupro ocorrido dentro da UP, no
último dia 18. Uma aluna de 19 anos foi arrastada para uma região escura e
violentada por dois homens. Traumatizada, ela deixou de frequentar as aulas e
só contou para a família duas semanas depois da violência. A polícia investiga
a denúncia.
A manifestação desta terça foi organizada pelos estudantes
logo após o caso vir à tona. Com apitos, os universitários caminharam pelas
ruas do campus pedindo mais segurança e também que a justiça seja feita no caso
do estupro da aluna. “Estamos aqui para conscientizar a todos sobre o crime de
estupro que aconteceu dentro da UP e também para pedir por mais segurança, mais
rondas e mais iluminação. Estamos engajados nesta causa para que a direção da
universidade enxergue a importância deste movimento”, disse a universitária Ana
Clara Colemonnts.
O caso
O crime aconteceu no dia 18 de abril, por volta das 21h. A
jovem, no entanto, só informou a família e registrou Boletim de Ocorrência no
dia 3 de maio por causa do medo e do trauma, segundo a polícia. Um retrato
falado dos dois estupradores com base na descrição da vítima já circula nas
redes sociais. Um tem a idade aproximada de 25 anos e o outro de 30.
De acordo com o relato à polícia, a estudante atravessava
uma das passarelas do prédio quando foi atacada pelos homens. Eles taparam a
boca da jovem e a levaram para um matagal, onde a estupraram.
Universidade
Por meio de nota oficial, a Universidade Positivo afirmou
que está colaborando com as autoridades para esclarecimento dos fatos e que
prioriza o acolhimento e o atendimento à aluna e a família dela.
A instituição disse também que criou um comitê para estudar
possibilidades de melhoria na estrutura de segurança, com participação de
especialistas e representantes de alunos e funcionários.
Informações Banda B.