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Após constantes dores, universitário descobre tumor no cérebro

Estudante de Curitiba precisa de ajuda. Amigos e familiares apostaram em campanha nas redes sociais para ajuda-lo

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Da Redação

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Estudante de Curitiba precisa de ajuda. Amigos e familiares apostaram em campanha nas redes sociais para ajuda-lo

Conseguir um bom emprego, casa própria, viajar, casar ou ter filhos. Cada pessoa tem um sonho e o Marcelo Costa e Silva Júnior, de 28 anos, não é diferente. O que move o dia a dia dele, no entanto, é um desejo mais ‘modesto’: ele quer voltar a enxergar. No final de 2015, o estudante de Logística foi diagnosticado com um tumor no cérebro, que foi removido, mas afetou a sua visão.

Hoje, apesar de só ver vultos, Marcelo não perdeu a esperança de conseguir olhar as formas e cores novamente. Depois de muita procura, a família, moradora do bairro Guaíra, encontrou uma chance em um hospital na Tailândia, que pode realizar o tratamento com a aplicação de células-tronco. O problema é que o custo total do procedimento, com passagens e estadia, chega a R$ 150 mil.

“Por não termos condições de arcar com os custos, criamos uma campanha na internet e também uma vaquinha. O caso dele já foi aceito pelos médicos de lá, porque ainda é tratável, nós só precisamos juntar o dinheiro”, disse a noiva de Marcelo, a advogada Renata Manfredini, de 26 anos, em entrevista à Banda B.

Ela luta junto com o estudante desde o diagnóstico, descoberto depois que ele se queixou de dores de cabeça constantes e ‘apagões’ na visão. “A princípio, nós achamos que era enxaqueca ou estresse, porque estava bem corrido na faculdade. Com o tempo, a situação foi piorando e um dia, enquanto ele estava na academia, deu uma tontura, tudo ficou preto e ele quase caiu”, completou a noiva.

Após se consultar com diferentes médicos, Marcelo descobriu que tinha um cisto na cabeça. O tumor era benigno, mas causou pressão intracraniana e hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido nas cavidades internas do cérebro. “Os médicos conseguiram retirar o cisto e resolveram os outros problemas em duas cirurgias. Desde então, o meu noivo carrega uma válvula na cabeça, que serve para drenar líquidos que possam se instalar na região, e que ele não pode tirar mais. Apesar desse incômodo, ele não corre mais riscos”.

Perda da visão

De acordo com Renata, tudo estava bem até que, uma semana depois das cirurgias, o estudante acordou sem enxergar nada. “Nós ficamos desesperados. Até hoje, os médicos não sabem direito o que causou isso. Depois de analisar várias alternativas, nós descobrimos o tratamento na Tailândia, que deve aplicar as células-tronco no corpo do Marcelo para regenerar o nervo óptico, antes que ele morra”.

Quem quiser colaborar com a causa pode acessar a página Marcelo na Tailândia no Facebook ou a vaquinha online. “Antes, o Marcelo estudava, tinha tudo pela frente. Agora, fica só em casa tocando cavaquinho… Os nossos sonhos foram adiados, nós precisamos de ajuda”, finalizou Renata.

As informações são da Rádio Banda B.

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