Brasil terá abertura de 30 novos shoppings neste ano
Números revelados pela Abrasce apontam que o faturamento dos shoppings atingiu R$ 157 bi em 2016

Os shopping centers já não são mais apenas locais de compras, eles se tornaram centros de lazer e entretenimento. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), entidade que realiza pesquisa detalhada sobre o setor, que conta com a participação dos mais de 500 shoppings em operação no país, em 2016, foram inaugurados 20 empreendimentos. Para este ano, no entanto, a expectativa é que o país conte com mais 30 novos empreendimentos, o que representa um acréscimo de 9,2% no número de shoppings ao final de 2015. Com essas inaugurações, o Brasil contará com 588 Centros de Compra, com mais de 15 milhões de metros quadrados construídos e cerca de 100 mil lojas.
Somando a movimentação de todos os shoppings existentes no Brasil, o faturamento atingiu R$ 157,9 bilhões em 2016, segundo a Abrasce. Mesmo em meio a um cenário econômico adverso em que, segundo dados do IBGE, o varejo nacional teve redução de 6,4% no volume de vendas até novembro de 2016, a indústria de Shopping Centers cresceu 4,3%.
A indústria de Shopping Centers representa 2,57% do PIB, o que reflete no número de empregos no setor. Em 2016, foram registrados 26.302 novos postos de trabalho, 2,7% a mais do que no ano anterior. A região Centro-Oeste foi a que teve mais aumento no número de empregos, com crescimento de 5,1% em relação a 2015. No total, os shopping brasileiros empregam diretamente 1.016.428 pessoas.
Por concentrar 54% do total de shopping centers, a região Sudeste foi a que mais faturou em 2016, com R$ 91,9 bilhões. Já a região do país que mais cresceu foi o Sul. Juntos, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná viram as vendas aumentarem 5,84% e possuem 93 empreendimentos. “É inegável o potencial econômico do Sul e Sudeste, porém as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste chamam atenção em outros aspectos, como a oferta de empregos e a possibilidade de expansão dos shoppings”, comenta Glauco Humai, presidente da Abrasce.
Arquitetura é diferencial
A adaptação dos centros de compras ao momento atual tem atraído a atenção do público, segundo o presidente da entidade. “A arquitetura e a estética são diferenciais para os consumidores. Muitos empreendimentos têm investido em áreas verdes e espaços abertos. É uma preocupação constante manter o centro vivo e atual a fim de atender ao desejo dos visitantes. Por isso, o setor passa sempre por revitalizações, expansões e renovações de mix de lojas. Seguir tendências e revitalizar espaços são medidas necessárias para ganhar competitividade”, analisa Humai





















