Secretário de Temer diz que “tinha que matar mais” nos presídios e é demitido

Secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, foi demitido após afirmações de que mais pessoas deveriam ter sido mortas nos massacres no Amazonas e em Roraima.
O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, foi demitido do Palácio do Planalto após criticar a repercussão dada ao massacre de presos no Amazonas e em Roraima. Júlio afirmou que estava “havendo uma valorização muito grande da morte de condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que está saindo ou voltando do trabalho”.
O Palácio considerou a declaração infeliz e, segundo os assessores, o secretário Bruno Júlio pediu demissão e ela foi aceita pelo presidente Michel Temer (PMDB) na noite de sexta-feira. Horas antes da demissão, o secretário havia relatado que era “filho de policial” e entendia o “dilema de todas as famílias”. “Quando meu pai saía de casa, vivíamos a incerteza de saber se ele iria voltar, em razão do crescimento da violência”, afirmou Bruno Júlio.
Para a coluna do jornalista Ilimar Franco, publica no site do O Globo, o ex-secretário disse que “tinha era que matar mais” e “tinha de ter uma chacina por semana”. “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era de matar mais. Tinha de fazer uma chacina por semana”, disse.
Bruno Júlio foi nomeado por indicação da bancada mineira do PMDB. O ex-secretário é presidente licenciado da Juventude Nacional do partido.
As informações são da Gazeta do Povo.





















