Advogado diz que piloto não tinha horas de voo suficientes
Afirmação é do advogado da família de Fernando Goytia, copiloto morto no acidente. Segundo ele, Miguel Quiroga não cumpriu horas de voo estabelecidas.

Afirmação é do advogado da família de Fernando Goytia, copiloto morto no acidente. Segundo ele, Miguel Quiroga não cumpriu horas de voo estabelecidas.
O piloto de avião Miguel Quiroga, da companhia boliviana LaMia, que transportava jogadores, comissão técnica da Chapecoense e membros da imprensa brasileira e caiu na cidade colombiana de Medellín, não tinha as horas de voo necessárias para realizar viagens comerciais. É que o declarou no sábado (17) o advogado de um dos copilotos.
"Pudemos constatar que o piloto Miguel Quiroga [que morreu] não havia cumprido as horas de voo estabelecidas", afirmou à agência estatal de notícias ABI Omar Durán, o advogado da família do copiloto Fernando Goytia, também morto durante o acidente.
"Parece que, no ano de 2013, manda-se uma informação falsa, e, apesar de ele não ter as horas de voo, é habilitado como piloto", assinalou Durán. O advogado admitiu que Goytia tinha conhecimento da situação, mas optou por não revelá-la, para preservar a imagem da companhia aérea.
"Goytia era funcionário da empresa, meticuloso, conhecia muito bem os aviões, enquanto Quiroga não tinha muita experiência", disse Durán.
A tragédia envolvendo o avião da Chapecoense resultou na morte de 71 pessoas, quando a equipe iria disputar a final da Copa Sulamericana contra o Atlético Nacional, da Colômbia. Após a declaração, as autoridades colombianas devem investigar se a informação é ou não verdadeira.





















