Apoia à Lava-Jato e 'Fora Renan' marcam protesto em SP
Movimentos se reúnem com populares para protesto contra ações do Legislativo em relação ao Judiciário.

Movimentos se reúnem com populares para protesto contra ações do Legislativo em relação ao Judiciário.
O protesto na tarde de hoje (4) na Avenida Paulista reuniu manifestantes em defesa da Lava Jato, em favor das Dez Medidas contra a Corrupção (PL 4850) e contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. A Polícia Militar e organizadores não divulgarem contagem de número de participantes.
Fechada para lazer aos domingos, a avenida ficou lotada de pessoas vestidas de verde e amarelo. Em diversos momentos, os manifestantes fizeram pausas para cantar o hino nacional. Rogério Chequer, líder do Movimento Vem Pra Rua, disse à Agência Brasil que tem se mantido fiel às suas causas, e negou rompimento ideológico com o Movimento Brasil Livre (MBL), que também participa do ato.
“O Fora Renan é contra alguém que está tentando atrapalhar as investigações, desvirtuar o poder do Judiciário. Deixamos claro, o Vem Pra Rua não adere ao Fora Temer. Estamos aqui hoje para nos tentar estabilizar com um governo que está fazendo algumas coisas boas e algumas ruins. Esse [Fora Temer] não é o grito do Vem Pra Rua”, disse Chequer.
O procurador da Justiça José Oswaldo Molineiro, presidente da Associação Paulista do Ministério Público, disse que está no protesto hoje para defender um país moderno e voltado aos jovens. “Como presidente da associação, quero trazer a minha manifestação de apoio ao Ministério Público Federal, a este movimento, que recoloca o Brasil no seu lugar. Nós não somos um país corrupto”, declarou.
Ele também mostrou apoio à Lava Jato, que atua como uma investigação moderna contra o crime organizado de alto nível, segundo ele, que empobrece o país e deixa o país miserável. “A Lava Jato merece todo o nosso apoio”, disse Molineiro.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública definiu que o protesto de hoje ficará restrito à Avenida Paulista, com início às 14 h e término às 18 h, horário em que os “carros de som devem ser desligados para facilitar a dispersão do público”.
“Durante todo o período de manifestação, o Centro de Operações da PM (Copom), na região da Luz, sediará uma sala de gerenciamento de crise. Equipes dos comandos de policiamento de Choque (CPChq) e de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1) reforçarão o policiamento da Paulista”, diz a nota.
A Avenida Paulista ainda foi divida em cinco pontos para atender aos diferentes movimentos, com concentração na altura das Ruas Augusta, Peixoto Gomide, e das Alamedas Casa Branca, Pamplona e Campinas.
Informações da Agência Brasil.





















