Salão reúne mais de 500 automóveis em São Paulo
Evento com 34 montadoras teve carros conceito, veículos movidos a hidrogênio e até lançamentos nacionais inéditos

Somente estando no São Paulo Expo para entender por que o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo é considerado um dos cinco maiores salões do mundo. Ao entrar, têm-se a noção clara de que você está presente em um evento imenso. O espaço é gigante (quase de 100 mil m² de área de exposição ) e a quantidade de gente então mais parece um formigueiro. Mas o destaque principal, sem dúvidas, é a variedade e qualidade dos modelos: muitos lançamentos, dezenas de carros conceito. No total, 540 veículos, de 34 marcas, marcaram presença nesta edição 2016, que terminou no último domingo, dia 20. O Jornal da Manhã e o portal aRede marcaram presença no evento deste ano.
Diante de tantos modelos, difícil escolher o principal destaque ou simplesmente as cinco maiores atrações: todas as marcas tinham seus chamarizes, criando anéis humanos em torno das máquinas. Logo na entrada, por exemplo, no estande da Fiat, destacavam-se o esportivo conversível de dois lugares ‘124 Spider’ e o ‘500’ Abarth, um pequeno foguetinho. Entre eles, até chegar aos ‘Carros dos Sonhos’, como a exposição da Lamborghini Huracán e Ferrari F12 (superesportivos que custam acima dos R$ 2 milhões), dezenas de bólidos que arrancavam suspiros dos entusiastas mais viciados.
Mesmo em estandes como da Mercedes, Audi e BMW, em que todos os carros já chamam a atenção em si, haviam os preferidos, como o AMG GT S da Mercedes e o gigantesco sedã classe S, versão luxo, que levava a grife Maybach; o Audi R8 V10 que foi apresentado oficialmente no salão na sua nova geração; e o superesportvo elétrico da BMW, o i8. Porsche, Jaguar e Maserati, então, dispensam comentários.
Quem surpreendeu foi a Hyundai: não bastasse apresentar o inédito Creta, SUV que será vendido em 2017 no Brasil, exibiu uma picape conceito baseada no Creta, a ‘ Sport Truck Concept (STC)’, com um design muito esportivo, que remetia a um carro cupê. A Nissan agradou aos fãs ao levar o conceito criado no game Gran Turismo 6, o ‘ Concept 2020 Vision Gran Turismo’ e o GT-R 2017, mas a Ford agradou ao apresentar dois Mustangs: o GT, que será vendido em 2018 no Brasil e o Shelby GT350, com um visual intimidador e mais de 500 cavalos. A monstra F150 SVT Raptor também estava no estante, esbanjando imponência, mas a cereja do bolo mesmo, talvez do salão, foi o Novo Ford GT, releitura do mito das pistas que ganhou novo desenho para 2017, mais moderno e esportivo, dotado de um V6 turbinado com mais de 600 cavalos.
E o melhor de tudo isso, que quase ninguém comenta, mas que, certamente é o principal diferencial de se estar presente: poder tocar nessas máquinas sobre rodas, cheirar, sentar ao volante e poder tirar uma selfie juntinho do seu maior sonho de consumo.
Os carros do futuro são destaque
Carros 100% elétricos, como o Kia Soul ev, Chevrolet Bolt, Tesla Model S agradavam aos ambientalmente corretos; assim como o Clarity e o Miray, movidos a hidrogênio. Já os que buscavam por novidades, ficavam encantados pelos carros conceito. Entre eles o Concept IAA (sigla para Intelligent Aerodynamic Automobile), da Mercedes-Benz, que adapta a carroceria para, quando atingir 80 km/h, reduzir a resistência do ar e elevar seu coeficiente aerodinâmico; C-HR da Toyota, com carroceria inspirada em um diamante, e o imponente Lexus LF-FC que possui até holograma no console central. Aos amantes de corridas, estavam em exposição os Fórmula 1 da Renault e McLaren
Cerca de 700 mil visitantes passaram pela exposição
Mesmo com o cenário de retração econômica, com o comércio que segue com as vendas abaixo das registradas em 2015, o Salão do Automóvel chegou muito perto de seus objetivos. Com a expectativa de receber 750 mil pessoas durante os 11 dias (de 10 a 20 de novembro), a Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa organizadora do evento, contabilizou a presença de 715.477 pessoas. Deste montante, estima-se que 30% do público (cerca de 200 mil pessoas) não eram moradores da cidade de São Paulo, que tenham movimentado cerca de R$ 320 milhões na economia da cidade.





















