Petrobrás aponta que gás terá reajuste de até R$ 0,50
Mais cedo, presidente da estatal afirmou que aumento seria de até R$ 0,70
Mais cedo, presidente da estatal afirmou que aumento seria de até R$ 0,70
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse hoje (1) que as reações
das distribuidoras de gás de botijão aos novos contratos de fornecimento devem
ser “contidas” e não acarretem reajuste de preços ao consumidor maior que R$
0,50 por botijão de uso residencial.
A estatal anunciou, mais cedo, que o botijão deve ficar até R$ 0,70
mais caro, em média, porque a companhia revisou custos de logística com o produto
que antes eram subsidiados.
“Agora, esperamos que [a alta] seja contida nessa dimensão [de R$
0,50]”, declarou, após cerimônia de despedida da diretora-geral da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, no
Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro.
A expectativa dele é que as distribuidoras repassem ao consumidor
apenas o custo do fim do subsídio, sem aproveitar para fazer revisão do preço
final. Contrariado, o presidente da estatal lembrou que os preços da gasolina e
do diesel, que caíram na refinaria recentemente, não foram repassados ao
consumidor, que ficou sem o desconto na bomba.
“É preciso criar no país um ambiente propício ao investimento, se você
tem subsídios cruzados dentro da estrutura de logística, não existe esse
ambiente”, avaliou.
No caso do gás de botijão, Parente explicou que até então a estatal não
cobrava pelo uso de tanques e dutos. “Em relação às empresas de gás, [é uma
medida] para que elas paguem um preço justo pela infraestrutura que utilizam”.
Ele negou qualquer aumento de preços nas refinarias.
Comando da
ANP
No comando da agência desde 2012, Magda Chambriard encerrou hoje seu
mandato como diretora-geral, agradecendo aos servidores e destacando ações para
descentralizar investimentos no país e fortalecer a ANP. Para o futuro, ela
apontou como desafio a transição do setor de petróleo, por causa da oscilação
de preços.
Na cerimônia, ela lembrou os desafios de montar a agência, no início da
década passada. “Em 2002, a ANP não tinha feito um concurso público. Todo esse
quadro de servidores, que é hoje de cerca de 1,5 mil pessoas, não estava lá, a
gente usava um prédio do Banco Brasil com móveis emprestados. Nem computadores
tínhamos, era um rodízio. O quadro hoje é outro”, comemorou ela, que passou 14
anos na empresa e chegou como assessora da direção, depois de uma carreira como
engenheira da Petrobras.
Ela lembrou a licitação de blocos de petróleo, cujas rodadas mais importantes foram realizadas sob sua gestão, e destacou que foi possível atrair investimentos para a Linha do Equador, descentralizando operações “concentradas no Sudeste”. Com as concessões, ela também lembrou uma situação inusitada, quando o governo não tinha como cobrar o valor arrecadado com o campo de Libra – a maior reserva conhecida de petróleo no país. “A guia de recolhimento da União não permitia o pagamento de bilhão, só de milhão, tivemos que alterá-la”.
Magda também destacou ações de fiscalização de preços e qualidade de
derivados do petróleo, que foram aprimoradas, incorporando denúncias feitas
pela sociedade. “Posso dizer que fiscalizamos tanto que nem a Ilha do Marajó
[Pará], que nunca tinha sido fiscalizada, ficou de fora”, disse.
Magda Chambriard será substituída pelo engenheiro Decio Oddone, a quem desejou sucesso. O executivo, também ex-funcionário da Petrobras, vinha atuando no setor privado. Seu último trabalho foi como diretor de Óleo e Gás da Prumo, empresa derivada da LLX, de Eike Batista.
Informações da Agência Brasil.