Indústrias de bebidas pedem incentivo fiscal

Empresas de refrigerantes do Paraná reclamam da desigualdade mercadológica e falta de isonomia tributária perante as multinacionais.
Recentemente, foi aprovada com facilidade pela Câmara dos Deputados do Paraná uma emenda parlamentar que concede um crédito presumido de forma que a carga tributária final seja de 12% para empresas que industrializam bebidas no Estado do Paraná. Agora, a indústria de refrigerantes espera que o governador Beto Richa sancione a emenda à Lei Orgânica de ICMS do Paraná.
A ideia é manter esse índice, que estava em vigor até dezembro do ano passado, com incentivo de crédito presumido para micro e pequenas empresas. Hoje, essas indústrias de bebidas têm um índice de 18%.
No total, existem mais de 15 indústrias de refrigerantes no Estado do Paraná, empresas que arrecadam anualmente milhões em ICMS e empregam milhares pessoas. Nos últimos anos, as empresas têm reclamado da desigualdade mercadológica e da falta de isonomia tributária perante as multinacionais, o que contribui muito para o avanço da concentração de mercado.
Segundo o presidente do Sindicato Patronal das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral (Sindibebidas), NIlo Cini Júnior, as grandes empresas, como as multinacionais, conseguem negociar melhores condições de desenvolvimento. “Como somos empresas pequenas regionais, é difícil conseguir incentivos do governo, porque as empresas não têm capital para investir, levar os produtos a uma localidade nova, por isso as vendas são menores”, explica.
Essa concentração do mercado, provoca prejuízo às pequenas e médias empresas, que têm dificuldade para se enquadrar nos programas de incentivo, que se baseiam em ganho de faturamento - o que facilita o incentivo para grande empresas. A consequência disso é que o estado perde, suas empresas regionais, que acabam cedendo e encerram a produção - como foi o caso da Uliana em Ponta Grossa ou vendam sua marca, por não conseguir competir no mercado, por questões de custo e logística. “Sem apoio, o risco é de que as empresas acabem”, diz Cini Júnior.





















