Polícia liberta enteada mantida refém em Curitiba
Jovem cadeirante de 19 anos era mantida refém pelo padrasto, que sofre de transtorno bipolar e teria demonstrado sinais agressivos.

Jovem cadeirante de 19 anos era mantida refém pelo padrasto, que sofre de transtorno bipolar e teria demonstrado sinais agressivos.
Após mais de oito horas, a Polícia Militar conseguiu libertar durante a tarde desta quarta-feira (7) a jovem cadeirante de 19 anos que era mantida como refém pelo padrasto, no bairro Tatuquara, em Curitiba. A vítima sofre de mielomeningocele e é cadeirante, mas não se feriu enquanto esteve trancada com ele. Já o padrasto, segundo familiares, sofre de transtorno bipolar e teria demonstrado sinais agressivos já durante a madrugada.
Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) cercaram a residência por volta das 7 horas e um psicólogo tentou convencer o padrasto a desistir de qualquer ação. Uso de força foi necessário para impedir que ele tomasse qualquer atitude.
De acordo com o tenente Osias, a polícia percebeu ele armado e a técnica não letal foi utilizada para evitar que ele continuasse se auto agredindo. “Em um certo momento a negociação não avançava. Como o ambiente estava controlado, a medida foi tomada para evitar que alguém de machucasse”, explicou.
Testemunhas contaram ainda no local que o agressor toma aproximadamente dez remédios diferentes por dia. Segundo a polícia, em momento algum ele ameaçou agredir a jovem e foi encontrado com alguns cortes que cometeu contra si. Ele foi encaminhado ao pronto-socorro por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A família já tentou interná-lo anteriormente, mas por pelo menos mais de uma vez, fugiu do tratamento.
A mãe da jovem mora com este homem há dez anos. Ela também usa medicamentos controlados. Todos os envolvidos ficaram bem na situação. A Polícia Civil deve verificar o caso.
Informações da Rádio Banda B.





















