Emater quer reduzir uso de venenos na cultura do tomateiro
Trabalho junto a famílias de agricultores pretende produzir tomates livres de agrotóxicos.

Trabalho junto a famílias de agricultores pretende produzir tomates livres de agrotóxicos.
A Emater iniciou em Cambira, no Norte do Paraná, um trabalho para ajudar famílias de agricultores a produzir tomate livre de resíduos tóxicos, uma forma de cuidar do meio ambiente e da saúde das pessoas que lidam com as plantações.
Para viabilizar o projeto, os técnicos do Instituto vão se apoiar em tecnologia desenvolvida pela Embrapa do Rio de Janeiro e contar com a parceria da prefeitura local, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, da Universidade Federal do Paraná (Campus de Jandaia do Sul) e de empresas fornecedoras de insumos e sementes.
O extensionista da Emater Mauro Rodrigues vai fazer esse trabalho com cerca de 40 famílias de produtores do município. Ele acredita que elas terão condições de reduzir em até 50% o volume de agrotóxicos aplicados. "Este sistema fica numa situação intermediária entre os sistemas convencional e orgânico. Quando for preciso, será feito o emprego de insumos químicos, mas com muito critério e cuidado".
Ele conta que a tecnologia que será levada para os agricultores já foi validada pela Embrapa e que ele começou colocá-la em prática cultivando o quintal do escritório onde trabalha. "O resultado foi bom e aí fiquei seguro para aplicar a experiência na plantação de uma família que recebe nossa assistência. Nesta unidade demonstrativa aproveitamos para mostrar a alternativa para outros produtores, com a realização de reuniões técnicas e dias de campo", conta.
NA PRÁTICA - Mauro destaca que para atingir o resultado esperado o produtor de tomate terá que levar em conta vários princípios. "Ele precisa levar a sério as práticas de manejo adequado de solos e águas, como o plantio direto, rotação de culturas e controle do escorrimento da água das chuvas”, disse. “Também é importante fazer o uso responsável da água, adotando o sistema de irrigação por gotejamento, e apelar para o uso de agrotóxicos, no controle de pragas e doenças, apenas quando for realmente necessário, sempre obedecendo todos os critérios de segurança".
Para reduzir o uso de venenos, Mauro explica que o produtor deve seguir os preceitos da tecnologia do manejo integrado de pragas e doenças. "Está incluído aí o monitoramento da plantação para identificação de problemas e de fatores capazes minimizar esses entraves”, destaca.
Ele cita como exemplo o caso de um produtor que note a presença de uma praga, mas também perceba que naquele ambiente está presente um inimigo natural do inseto praga. “Neste caso, a necessidade de aplicação de um determinado agrotóxico pode ser melhor pensada", detalha o extensionista.
O plantio em fileiras simples, explica Mauro, é outra medida que traz benefícios para o produtor. "O tratamento feito com caldas, por exemplo, se torna mais eficiente porque fica mais fácil molhar todas as folhas do tomateiro, coisa que não acontece quando você tem o cultivo em fileiras duplas. Neste caso, parte da planta não é atingida pelo produto aplicado e o resultado fica comprometido". O conjunto de soluções se completa com a proteção física das pencas de frutos feita com sacos de papel.
A Universidade Federal do Paraná (Campus de Jandaia do Sul), vai usar o seu laboratório de análise de resíduos para aferir o resultado do trabalho feito pelos produtores.
Na XXIII Expotécnica, evento que acontece em Sabáudia, em 7 e 8 de julho, o extensionista vai promover várias oficinas para apresentar a alternativa tecnológica para outros produtores de tomate do Norte do Estado.
Informações da Agência Estadual de Notícias (AEN).





















