OAB cogita brigar na Justiça por banda larga ilimitada
Para o presidente da Ordem, Claudio Lamachia, a decisão da Anatel fere o Marco Civil e o Código de Defesa do Consumidor.
Para o presidente da Ordem, Claudio Lamachia, a
decisão da Anatel fere o Marco Civil e o
Código de Defesa do Consumidor.
Para a Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), a resolução da Anatel que suspende a cobrança de franquia na
banda larga, mas sinaliza a favor da prática, fere
o Marco Civil e o Código de Defesa do Consumidor.
Após a publicação da Agência no Diário Oficial da União, o presidente da Ordem,
Claudio Lamachia, veio a público dizer que não descarta judicializar a briga pela internet ilimitada.
“É inaceitável que uma entidade pública destinada a defender
os consumidores opte por normatizar meios para que as empresas os prejudiquem.
A Anatel parece se esquecer que nenhuma norma ou resolução institucional pode
ser contrária ao que define a legislação”, disse.
A declaração da OAB vem um dia depois que o presidente da
Anatel, João Resende, disse que a internet ilimitada educou mal os usuários.
Segundo o executivo, a infraestrutura brasileira não suporta conexão sem
franquia para todos, por isso deverá haver cobrança adicional.
A suspensão de 90 na aplicação de excedente na fatura de
internet fixa gerou polêmica porque abre caminho para qualquer operadora
controlar dados trafegados e vender pacotes adicionais. Consequentemente,
libera a redução de velocidade e corte na conexão para usuários que atingirem a
franquia mensal. Portanto, apesar de dar três meses de carência para o
consumidor, a
resolução, na prática, autoriza a limitação.
Informações do Portal Novo Segundo.