Medicamentos terão reajuste de até 12% em abril
Medicamentos ficarão até 12,5% mais caros a partir deste mês de abril em todo o país. O reajuste abrange mais de 9 mil medicamentos, para as mais variadas utilizações.
Aumento nos preços para mais de 9 mil
medicamentos, no entanto, não é linear, variando conforme a classe.
Medicamentos ficarão até 12,5%
mais caros a partir deste mês de abril em todo o país. O reajuste abrange mais
de 9 mil medicamentos, para as mais variadas utilizações. A resolução consta no
Diário Oficial da União desta sexta-feira, publicada pela Câmara de Regulação
do Mercado de Medicamentos. De acordo com a publicação, o reajuste teve por base
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) em 9 de março de 2016, que acumula variação de
10,36% entre março de 2015 e fevereiro de 2016.
O repasse nos preços, no entanto,
não ocorre de imediato, como explica Dárcio Glapinski, diretor da Rede de
Farmácias Fleming. “Nas farmácias não sobe de imediato. Temos que esperar vir
do laboratório e da distribuidora para saber os preços. A medida que for
chegando, vamos repassando. Devemos levar até 30 dias para corrigir tudo”,
explica.
Com relação ao reajuste, Glapinski
também esclarece que não é um valor linear, mas que cada tipo de medicamento
terá um repasse diferente, de acordo com diversos fatores, como a composição e
o consumo. “Essa máxima de 12,5% é uma média. Teremos remédios com alta de 2%,
outros com 3% ou 4%. Tudo depende da classe”, completa.
A resolução informa que as
farmácias e drogarias deverão manter à disposição dos consumidores e dos órgãos
de defesa do consumidor as listas dos preços de medicamentos atualizadas.
“Hoje, o único produto com preço controlado é o medicamento. Se fugir do preço,
cai em processo, em ‘crime contra a economia’”, conclui.