Cidade extensa, mas conectada: PG pode usar tecnologia para diminuir distâncias
Conselheiro de Urbanismo, Henrique Zulian defende que investimento em tecnologias por parte do Município deve ser destinado à democratização do acesso a serviços, oportunidades e espaços

O conselheiro de Urbanismo do Grupo aRede, Henrique Wosiack Zulian, avalia que a política de inclusão digital de Ponta Grossa deve ser analisada também sob a perspectiva do planejamento urbano e da distribuição dos equipamentos e serviços pela cidade.
Para ele, a ampliação do acesso à conectividade, por meio de iniciativas como o PG Conectada, representa um avanço importante, especialmente pela presença dos pontos de internet em UBSs, praças, ginásios, terminais de ônibus e localidades mais afastadas do centro urbano.
Nesse sentido, Zulian destaca que uma cidade com equipamentos públicos melhor distribuídos e deslocamentos mais acessíveis também favorece a democratização do acesso à tecnologia.
Confira abaixo a opinião na íntegra de Henrique, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pós-graduado pela Escola da Cidade e mestre na área de Projeto Arquitetônico pela Universidade de São Paulo (FAU-USP). Ele também tem dezesseis premiações em concursos de arquitetura pelo Brasil, inclusive em Ponta Grossa:
"A nova política de inclusão, ou democratização, digital de Ponta Grossa mostra como a cidade está investindo em conectividade, educação e digitalização dos serviços públicos.
Mas onde essa infraestrutura está chegando e quem consegue acessá-la?
A matéria cita 110 pontos do PG Conectada, distribuídos entre UBSs, praças, ginásios, terminais de ônibus e também localidades do interior. Isso é interessante porque mostra que inclusão digital não precisa acontecer apenas dentro de prédios públicos especializados. Ela pode, e deve, estar incorporada à própria infraestrutura urbana.
Logo, uma cidade mais compacta, com equipamentos públicos melhor distribuídos e com deslocamentos menores, também facilita o acesso a esse tipo de política. Quando uma praça, uma escola, uma biblioteca, uma unidade de saúde ou um terminal de transporte oferecem conectividade e serviços, esses espaços passam a concentrar não apenas infraestrutura física, mas também oportunidades.
E isso é especialmente importante em uma cidade com um território tão extenso como Ponta Grossa, onde a distância ainda pode ser uma barreira de acesso.
Então, quando falamos em cidade inteligente, talvez o mais importante não seja quantas tecnologias a cidade possui, mas como elas são distribuídas pelo território e se realmente ampliam e democratizam o acesso das pessoas à cidade.
Uma cidade inteligente não é apenas uma cidade conectada. É uma cidade que usa a tecnologia para diminuir desigualdades e aproximar as pessoas dos serviços, das oportunidades e do próprio espaço urbano".
Conselho da Comunidade
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
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