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Alep aprova avaliação do tabaco nas propriedades com acompanhamento de fumicultores

Com apoio do Sistema FAEP, a aprovação da PL 119/2023 possibilita que a seleção da folha seja feita na propriedade rural ou na integradora

Alep aprova projeto sobre classificação do tabaco no Paraná
Alep aprova projeto sobre classificação do tabaco no Paraná -

Publicado por Sara Dalzotto

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Os produtores de tabaco do Paraná poderão acompanhar mais de perto a classificação das folhas utilizadas na comercialização da produção. A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou, nesta quarta-feira (4), o Projeto de Lei (PL) 119/2023, que permite realizar o procedimento diretamente na propriedade rural ou na integradora. fumicultor.

A classificação é uma etapa importante para definir o preço pago aos fumicultores. Até então, a concentração das avaliações em determinadas localidades dificultava o acompanhamento e a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas, especialmente daqueles que vivem longe das unidades de recebimento e processamento.

A nova lei representa um avanço em uma discussão acompanhada pelo Sistema FAEP há anos. Em abril de 2025, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco. A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP. “Esse avanço é resultado de um debate que buscou melhores condições para o agricultor, com diálogo entre os integrantes da cadeia produtiva”, completa.

Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, explica a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP Cibelle Tamiris de Oliveira.

Além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

Atividade bilionária

O Brasil é o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A fumicultura está presente em 131 municípios paranaenses, com concentração na região Sul. O principal destaque é São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, que, em 2025, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares. O cultivo também está presente, de forma mais pulverizada, nas regiões Sudoeste, Oeste, Centro-Sul, Norte, Noroeste e Metropolitana de Curitiba.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

Cursos do Sistema FAEP

Além da representação dos produtores, o Sistema FAEP oferece capacitações relacionadas à atividade. O curso Sol Rural, com 16 horas, é voltado à segurança, à organização e à limpeza nas propriedades.

Outra opção é o curso de Contratação Correta e Segura de Mão de Obra na Propriedade Rural, com 8 horas, que visa capacitar os produtores para a contratação de mão de obra externa, tanto na forma quanto na garantia da segurança destes trabalhadores.

O catálogo inclui ainda formações em áreas como gestão, boas práticas e sustentabilidade. Os treinamentos são gratuitos e oferecem certificado. As opções estão disponíveis na página de cursos do Sistema FAEP.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

Aprovação do PL 119/2023: A Alep aprovou o projeto de lei que permite a classificação do tabaco na própria propriedade rural ou na empresa integradora, garantindo mais transparência e poder de negociação aos fumicultores.

Benefícios logísticos e econômicos: A medida reduz custos de transporte e resolve divergências históricas no preço final, permitindo que o produtor conteste a avaliação técnica no momento da venda sem precisar se deslocar para longe.

Impacto no Paraná: Com destaque para São João do Triunfo, o estado é o 3º maior produtor nacional de tabaco, movimentando quase R$ 3,7 bilhões em VBP e envolvendo cerca de 27 mil produtores no setor.

CONTEÚDO DE MARCA

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