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Tecnologia se torna essencial para alta produção no campo

Revolução tecnológica apresenta evoluções a cada dia em todos os setores da agricultura e da pecuária, trazendo maior produtividade

Plataformas e aplicativos permitem monitoramento em tempo real e tomada de decisões certeiras, reduzindo custos e elevando ganhos
Plataformas e aplicativos permitem monitoramento em tempo real e tomada de decisões certeiras, reduzindo custos e elevando ganhos -

Fernando Rogala

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A revolução tecnológica faz parte do nosso dia a dia. A cada ano, a cada mês, surgem novidades que são incorporadas em produtos e serviços do nosso cotidiano, trazendo grandes transformações na última década: as televisões deixaram de ser uma receptora de canais e passaram a ser aparelhos inteligentes conectados à internet, por exemplo, e os celulares de hoje tem mais funções e são mais rápidos, com maior capacidade de processamento, que computadores de 10 anos atrás. Todas essas mudanças e evoluções também chegaram no agronegócio, com a agricultura de precisão, com o uso de inteligência artificial e automatização nas propriedades, que garantem alta eficiência e maior rendimento, tanto na agricultura quanto na pecuária.

Na área agrícola, os principais ganhos estão na assertividade, que resultam em economia de custos e maior produção, bem como no auxílio de tomada de decisões, para evitar perdas e ampliar os ganhos. De acordo com Marcos Kruppa Rogenski, supervisor de Agricultura de Precisão da Castrolanda, observando todas as tecnologias usadas na última década, desde o uso de biotecnologia nas sementes, é possível estimar um crescimento de produtividade superior a 20% na produtividade de grãos no âmbito da cooperativa. “Com o auxílio da tecnologia, podemos aumentar a eficiência operacional de máquinas e implementos a campo, trazendo economia direta e acurácia nas operações agrícolas. Algumas tecnologias têm como objetivo encontrar a variabilidade presente nas áreas de produção, proporcionando assertividade na distribuição de fertilizantes e corretivos, gerando mais sustentabilidade na utilização dos insumos”, informa.

EVOLUÇÃO

Como recorda Rogenski, a tecnologia sempre esteve ligada à agricultura. A Agricultura 2.0 trouxe a mecanização por meio de tratores e máquinas, enquanto que a Agricultura 3.0, com o sistema de georreferenciamento, proporcionou a gestão mais racional de recursos, abrindo portas para novas ferramentas de trabalho. Já a tecnologia 4.0 é baseada na transmissão de informações, com aquilo que todos viam como o ‘futuro’, com a utilização de drones, se tornando realidade. “A tecnologia 4.0 prevalece com a utilização de drones, sensores embarcados nos equipamentos, trazendo inúmeros dados e conectividade ao sistema. O uso de drones traz versatilidade ao meio agrícola - com eles, podemos obter informações desde o estado de desenvolvimento das culturas até a pulverização localizada de defensivos agrícolas”, acrescenta.

Diante da necessidade, hoje são poucos os cooperados que não contam com um trator embarcado com um sistema de georreferenciamento para as operações de campo, ou algum sinal de internet para obter informações da previsão climática, por exemplo. “Observamos que investimentos neste sentido têm crescido de maneira exponencial entre nossos cooperados”, resume.


Facilidade na palma das mãos

Todas as informações da atividade rural e os controles de produtividade, de ações a serem tomadas, estão nas palmas das mãos, em aplicativos. Uma das principais ferramentas utilizadas pelos produtores rurais, entre cooperados da Castrolanda, é a plataforma sigmaABC. Através dela, o cooperado pode monitorar a propriedade e fazer a gestão de dados climáticos, de fertilidade do solo, manejos fitossanitários, produtividade e custos de produção por completo. Com os avanços, é possível ter informações precisas. “O imageamento multiespectral realizado com drones, equipados com câmeras e sensores, que segregam um talhão de acordo com a coloração das plantas que muitas vezes não são visíveis à olho nu, trazem pontos de atenção dentro de cada talhão que podem ter relação com diferenças de solo até doenças e pragas nas culturas”, diz. “Também contamos com o Centro de Inteligência em Agricultura de Precisão (CIAP), que agrupa dados como produtividade, fertilidade do solo e condições climáticas nas propriedades dos cooperados, auxiliando na tomada de decisão no campo”, completa.

Automação se torna realidade

A agricultura, uma das atividades mais primitivas da nossa espécie, se torna menos humana a partir da ampla difusão das novas tecnologias. Com sensores de alta precisão e inteligência artificial, a automatização está mais assertiva, trazendo redução de custos de produtos e até mesmo ganhos para o meio ambiente. São as novidades que estão chegando e trazem vantagens para todos os lados. “Temos os sensores ópticos para aplicação localizada de defensivos agrícolas, localizando plantas de pequeno porte, e acionando o sistema de pulverização na secção/ponta de pulverização, trazendo economias de até 90% na utilização de herbicidas. A automação faz parte das novidades no campo, com a presença de tratores e implementos autônomos, trazendo mais eficiência aos processos produtivos”, explica Rogenski.

Pecuária leiteira registra ganhos na produtividade

No âmbito da pecuária, da mesma forma, a difusão da tecnologia resulta no aumento de produtividade e eficiência na produção. Na pecuária leiteira, por exemplo, o coordenador de assistência técnica da área de Negócios Leite da Castrolanda, Marcos Koch, diz que o incremento das tecnologias proporciona condições de bem-estar animal, de qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar. “Estes quesitos, sem dúvidas, alavancam estratégias que proporcionam ao produtor obter uma rentabilidade melhor dos seus negócios”, diz, ressaltando ainda a redução nos custos de produção.

Os avanços nas áreas de nutrição, reprodução (genética) e sanidade contribuíram para uma elevação considerável na média de produtividade de leite por animal entre os cooperados da Castrolanda nos últimos dez anos, na casa dos 30% - o valor passou de 23 quilos para 30 quilos de leite por dia. Isso sem falar na praticidade trazida pela automação, como por exemplo, as salas de ordenha com extratores; vagões de alimentação que auxiliam na parte de manejo nutricional; ferramentas de suporte no monitoramento de rotina dos animais. E, ainda, aplicativos que auxiliam o produtor, como o Ágil Castrolanda – aplicativo de atendimento e automatização de serviços –, o aplicativo da coleta agendada de leite ou o ‘Jan Express’, uma vending machine com medicamentos que opera 24 horas por dia.

Para o futuro, há muitas evoluções que serão implantadas aos poucos, como prevê Koch. “Automatização da coleta do leite com veículos tecnológicos; digitalização dos processos de comunicação com os cooperados; ferramentas de integração de informações das propriedades; plataforma de gestão econômica; e plataforma de gestão digital das propriedades, que garante maior integração dos técnicos com o cooperado”, informa.

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