Arrecadação de ICMS na região soma R$ 407,9 mi
Valor foi recolhido junto aos 22 municípios da região no primeiro trimestre de 2022. Somente em março, crescimento na arrecadação foi de R$ 22,1%

Valor foi recolhido junto aos 22 municípios da região no primeiro trimestre de 2022. Somente em março, crescimento na arrecadação foi de R$ 22,1%
A arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apresentou crescimento neste mês de março nos municípios da região dos Campos Gerais. Nas 22 cidades abrangidas pela delegacia Regional da Receita Estadual (3ª DRR), foram recolhidos R$ 130,6 milhões junto aos contribuintes. Isso representa um crescimento de 22,1% na comparação com o mesmo período no ano passado (R$ 106,9 milhões). No acumulado do ano, somados todos os valores obtidos no primeiro trimestre, foram recolhidos pela Regional de Ponta Grossa um montante de R$ 407,97 milhões.
Entre os 22 municípios dos Campos Gerais, apenas seis apresentaram redução da arrecadação desse imposto em março: Cândido de Abreu, Ivaí, Piraí do Sul, Porto Amazonas, Reserva e Ventania. Quatro municípios tiveram altas superiores a 100%, ou seja, mais que dobraram o recolhimento do imposto, na comparação com o mesmo mês em 2021. A cidade com maior crescimento foi Jaguariaíva, de 262,8% (R$ 1,5 milhão para R$ 5,5 milhões), seguida por Ipiranga (232,8%), Guamiranga (190,8%) e Imbituva (105,9%).
Quanto ao ranking dos municípios que mais fazem o recolhimento do imposto, Ponta Grossa é líder. Somente a cidade foi responsável pela arrecadação de R$ 81,7 milhões desse tributo junto ao Estado, o que corresponde a 62,6% do total regional. A segunda colocada é a cidade de Ortigueira, responsável por R$ 8,8 milhões, ou seja, 6,7% do total da região, enquanto que a terceira colocação é de Castro, com R$ 7,13 milhões. Depois aparecem Jaguariaíva (R$ 5,5 milhões) e Imbituva (R$ 5,09 milhões). Do outro lado da tabela, os menores recolhimentos são de Curiúva, com R$ 143,5 mil, e Cândido de Abreu, com R$ 73,01 mil (0,05% do total).
A delegada da Receita Estadual na região, Audrey Grubba, atribui o acréscimo especialmente à consistência da retomada da atividade econômica pelas empresas da região, que são contribuintes do ICMS. Mas ressalta que essa não é a única explicação: “Há que se realçar o importante trabalho de fiscalização desenvolvido pela 3ª Delegacia da Receita Estadual, como repressão às chamadas empresas ‘noteiras’ (empresas constituídas com a finalidade de emitir documentos fiscais fraudulentos, que visam à sonegação de impostos e que têm os chamados 'laranjas' como sócios). Vários trabalhos foram feitos, neste sentido, e seus efeitos positivos já começam a ser sentidos em vários municípios” disse a delegada. “Foram deflagradas várias ações de fiscalização, visando o cumprimento correto da legislação e à coibição da sonegação de impostos, com destaque para os setores de fármacos, fumo e serviços. Estas ações são resultado de inteligência e planejamento e serão expandidas para outros setores como combustíveis e madeireiro”, completou Audrey.
Ponta Grossa recolhe 66,5% da arrecadação regional
No acumulado do ano, Ponta Grossa é a cidade com o maior percentual do valor arrecadado. No trimestre, foram recolhidos R$ 271,4 milhões do imposto no município, ou seja, o equivalente a 66,5% do total pago de ICMS na região. Na comparação com 2021, há uma estabilidade em âmbito regional – em 2021, o valor acumulado foi de R$ 411,1 milhões, o que significa uma leve baixa de 0,76%. Já Ponta Grossa acumula uma baixa de 10,2% (em 2021 foram R$ 302,5 milhões), especialmente em função de uma arrecadação extraordinária ocorrida em janeiro de 2021, que alcançou R$ 150,7 milhões (neste ano, foram R$ 103,8 milhões arrecadados em janeiro).





















