Arrecadação federal na região supera R$ 1 bi em dois meses
Valor recolhido em tributos nos dois primeiros meses de 2022 é recorde. Crescimento sobre o primeiro bimestre de 2021 é de 23,35%

Valor recolhido em tributos nos dois primeiros meses de 2022 é recorde. Crescimento sobre o primeiro bimestre de 2021 é de 23,35%
A arrecadação de tributos federais nos municípios abrangidos pela delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa já superou a marca de R$ 1 bilhão. Números revelados nesta segunda-feira (28) apontam que a soma dos recolhimentos fazendários e previdenciários nos 64 municípios da circunscrição entre os meses de janeiro e fevereiro atingiu R$ 1,14 bilhão, valor que é, em termos nominais, 23,35% superior ao total obtido no mesmo período no ano anterior. No primeiro bimestre de 2021, o valor recolhido foi de R$ 930,63 milhões. Cabe destacar que nessa conta entram apenas os impostos federais, ou seja, não inclui os impostos estaduais (tais como ICMS ou IPVA) e nem municipais (ISS, IPTU, ITBI, entre outras taxas).
O valor, acima de R$ 1 bilhão nos dois primeiros meses de um ano, é o maior da história, confirma o delegado regional da Receita, Demetrius Soares. “De fato, é um valor recorde histórico da delegacia para os dois primeiros meses. Pela primeira vez se verificamos R$ 1 bilhão. O que observamos, de maneira geral, é uma recuperação mesmo da arrecadação, um aumento que está ocorrendo na nona região fiscal (Paraná e Santa Catarina) e de maneira geral no Brasil”, declarou.
O imposto federal com o maior recolhimento na região no período foi o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), com R$ 189,5 milhões obtidos nem janeiro e fevereiro, em alta de 21,82%. Na segunda posição aparece a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com R$ 123 milhões arrecadados no primeiro bimestre de 2022. Na comparação com 2021, houve alta de 15,4% deste imposto. Depois apareceram o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com R$ 100,79 milhões (alta de 56% sobre os R$ 64,6 milhões de 2021), e Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, com R$ 80,7 milhões (alta de 55% em relação a 2021). No total, a arrecadação fazendária atingiu R$ 662,7 milhões, com crescimento de 28,2% sobre 2021, ao passo que a arrecadação previdenciária totalizou R$ 485,2 milhões, em alta de 17,9% na comparação com o mesmo período no ano passado.
“Como a arrecadação reflete a atividade econômica, e dado que as bases de comparação também estavam muito influenciadas pela pandemia – e agora já observamos que situação está melhor -, é possível que esses fatores estejam relacionados. Tanto que se observa crescimento nos principais tributos, como IRPJ, e no PIS e Cofins, que incidem sobre o faturamento das empresas”, completou Soares.
Crescimento em fevereiro foi de 21%
Somente no mês de fevereiro, a arrecadação federal na região atingiu o montante de R$ 476,3 milhões. Considerando que no mesmo mês em 2021 a arrecadação totalizou R$ 393,1 milhões, houve um aumento, em termos nominais (sem considerar a inflação) de 21%. Se for considerada a inflação oficial do período de 12 meses, medida pelo IPCA, de 10,54%, houve um aumento real de 10% nos valores arrecadados. Em âmbito nacional, a arrecadação atingiu o montante de R$ 148,7 bilhões, o maior valor da história para o mês de fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2021, houve um crescimento real de 5,27%. No acumulado do ano, são R$ 386,3 bilhões, valor que também é recorde.





















