Região lidera a produção de soja no Paraná em 2022 | aRede
PUBLICIDADE

Região lidera a produção de soja no Paraná em 2022

Campos Gerais terá o maior rendimento entre as regionais do Estado e o maior volume de produção do grão na safra 2021/22

Municípios da região deverão produzir quase 2 milhões de toneladas de soja, 17% do Estado
Municípios da região deverão produzir quase 2 milhões de toneladas de soja, 17% do Estado -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Campos Gerais terá o maior rendimento entre as regionais do Estado e o maior volume de produção do grão na safra 2021/22

As condições climáticas desta safra de verão 2021-2022 prejudicaram a produção agrícola na maior parte do Estado. Levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, aponta que a colheita de soja prevista para este ano no Paraná será 44,8% inferior ao volume estimado no início da safra, de 21,06 milhões de toneladas. Há regiões em que a produção será 75% inferior à registrada em 2021. Essa situação, porém, é diferente nos municípios dos Campos Gerais: De acordo com mesmo levantamento do Deral, os municípios que compõem a regional de Ponta Grossa deverão ter a melhor produtividade do Estado do Paraná, com rendimento próximo ao registrado nas safras anteriores.

O estudo aponta que o rendimento esperado para o município de Ponta Grossa para esta safra é de 3.619 quilos por hectare. É um rendimento apenas 5% menor que o da safra passada (3.792 kg/ha) e superior aos 3.527 registrados na safra 2018/19, por exemplo. Na região vizinha, por exemplo, de Irati, o rendimento esperado é de 2.990 quilos por hectare. Depois de Ponta Grossa, os melhores rendimentos esperados são de Jacarezinho, com 3.590 quilos por hectare e Guarapuava, com 3.373 quilos por hectare. Por outro lado, as regiões que mais sofrem são Toledo, onde o rendimento previsto é de apenas 775 quilos por hectare, valor 76% abaixo dos 3.254 da safra anterior, e Francisco Beltrão, onde a retração esperada é de 75%, ao registrar um rendimento de 975 quilos por hectare. Também ficou abaixo de mil km/h a produtividade em Umuarama, onde alcançará apenas 900. 

Pelo atual cenário, os 19 municípios da regional de Ponta Grossa terão a maior colheita do Estado, totalizando 1,95 milhão de toneladas previstas. Esse volume corresponderá a 17% de toda a produção estadual, em um valor que representa quase o dobro da segunda maior região produtora, que será Campo Mourão. Nesta última regional, a que mais planta soja no Paraná, com 690,6 mil hectares plantados, serão retirados 1,03 milhão de toneladas de soja – o rendimento esperado por lá e de 1,49 mil quilos por hectare. Nos Campos Gerais, essa colheita está prevista para uma área de 540,3 mil hectares.

Como explicou o economista do Deral ao Jornal da Manhã e Portal aRede, Luiz Alberto Vantroba, as características da região que permitiram um rendimento melhor. “Aqui o plantio é mais tardio, ao contrário do Oeste e Sudoeste do Paraná, que já pegou a seca na formação de grãos, que é o período que mais a planta necessita de água. Aqui o ciclo ocorre um pouco mais tarde. E sem falar que as chuvas foram melhores aqui do que lá, o que ainda está dando um pouco de sustentação”, informou.

Perdas podem chegar a R$ 33 bilhões

De acordo com o último levantamento do Deral, o Paraná vai produzir 14,74 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2021/22, em uma área de 6,24 milhões de hectares. O volume é 42% menor do que o esperado no início da safra, que era de aproximadamente 25,5 milhões de toneladas. A queda acentuada se deve principalmente à redução no potencial da soja, que ocupa 90% da área plantada de grãos no Paraná. Espera-se que o Estado produza 11,63 milhões de toneladas de soja na safra 21/22, quase 10 milhões a menos do que se estimava inicialmente. O chefe do Deral, Salatiel Turra, explica que a estiagem prolongada é a principal responsável pelos efeitos negativos na produção agrícola paranaense. “Esses índices impactam diretamente a nossa economia, que tem expressiva participação do agronegócio”. A preços atuais, as perdas financeiras com a quebra podem ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 33 bilhões.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right