Região inicia 2022 com arrecadação recorde
Na comparação com o mês de janeiro de 2021, valor apresentou crescimento nominal de 24,96%, atingindo R$ 676 milhões

Na comparação com o mês de janeiro de 2021, valor apresentou crescimento nominal de 24,96%, atingindo R$ 676 milhões
A região dos Campos Gerais mantém a alta na arrecadação de tributos federais neste início de 2022. Números revelados na tarde desta quarta-feira (23) pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa apontam que o recolhimento de impostos fazendários e previdenciários aumentou, em termos nominais, 24,96% em janeiro deste ano, na comparação com janeiro de 2021, e atingiu o montante de R$ 676,1 milhões. É um valor R$ 134,1 milhões superior aos R$ 537,5 milhões de um ano atrás. Mesmo descontada a inflação acumulada do período, o IPCA dos 12 meses, que foi de 10,38%, houve um aumento real de 13% nos valores recolhidos.
O resultado da delegacia regional foi o segundo melhor entre as cinco delegacias regionais da Receita no Paraná, explica o delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Demetrius Soares. Segundo ele, foi um valor recorde para o mês. “Levando em conta o Paraná, ficamos atrás apenas de Maringá, e à frente das delegacias de Cascavel, Londrina e Curitiba, em percentual de aumento”, informa. “É um recorde da nossa delegacia para o mês de janeiro, é o maior resultado para janeiro da história da delegacia de Ponta Grossa”, completa. A arrecadação fazendária cresceu 30,4% e atingiu R$ 426,1 milhões, e a previdenciária aumentou 16,5% e chegou a R$ 245,5 milhões
De acordo com o delegado, a principal justificativa para esse crescimento é a alta na atividade econômica da região, especialmente pelo fato de que os tributos recolhidos em janeiro, são referentes às atividades realizadas no mês de dezembro. O delegado chama a atenção no crescimento do recolhimento de dois tributos em específico. “O aumento foi destaque para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que têm a mesma lógica de cálculo. Houve um aumento de 30% em ambos. Pis e Cofins também tiveram aumento significativo, entre 13% e 14% de alta”, disse, se referindo ao crescimento do faturamento de empresas.
O delegado reforça a grande participação do comércio nessa arrecadação, tanto varejista quanto atacadista, mas também destaca a força da indústria, com alto crescimento na produção. “O IPI, que é o Imposto sobre Produtos Industrializados, que reflete a atividade industrial, teve um crescimento de 62%. É um valor significativo, que reflete a força da atividade na nossa região”, ressalta Demetrius.
Valor nacional atingiu R$ 235,3 bilhões
Esse crescimento de dois dígitos não foi exclusivo da região dos Campos Gerais. Em âmbito nacional também houve uma alta com valores recordes na arrecadação total das receitas federais, fechando janeiro em R$ 235,3 bilhões, segundo o Ministério da Economia. O valor, melhor resultado para o mês desde 1995, representa um acréscimo real de 18,3% em relação a janeiro de 2021, já descontada a inflação. No Brasil, o IRPJ e a CSLL também apresentaram um crescimento na arrecadação, especialmente das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro de 2021, totalizando uma arrecadação de R$ 84,1 bilhões, com crescimento real de 32,41%.





















