Klabin gera renda a cidades da região

O início da produção do Projeto Puma, fábrica de celulose que a Klabin construiu em Ortigueira, já começa a mudar a realidade de diversos municípios no entorno. O início da operação da nova unidade gera a demanda de matéria-prima, e aumenta, com isso, o movimento nos municípios que sediam as florestas que irão suprir a produção da empresa. Além disso, com a entrada dos impostos gerados pela fábrica nestes municípios, aquela expectativa gerada quando este investimento bilionário foi anunciado para os Campos Gerais, no primeiro semestre de 2012, de grande desenvolvimento socioeconômico na região, começa a se tornar uma realidade.
“A fábrica mal arrancou e já tem aumento de circulação. E já é significativo na região. Há um grande movimento de caminhão madeira, de mercadorias, nos restaurantes, hotéis, postos de gasolina, oficinas”, declara Manoel Francisco Moreira, diretor executivo da Agência de Desenvolvimento da Cadeia da Madeira do Médio Rio Tibagi, que engloba os 13 municípios fornecedores de matéria prima para a planta. A área florestal que fornece madeira para a nova fábrica está dentro de um raio médio de 72 km da planta, o que garante a competitividade e o baixo custo do transporte de madeira, que irão gerar a produção anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano.
Como a fábrica começou a produzir neste ano, em março, o primeiro ano completo de produção será em 2017. Assim, Moreira destaca que é a partir do próximo ano que um volume maior de recursos entrará nos cofres das prefeituras em forma do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). “O inicio da produção do projeto deve trazer um resultado de aumento de arrecadação de impostos expressivo na medida em que houve aquele acordo em que 50% do ICMS que seria recolhido ficaria com Ortigueira e os outros 50% rateados através dos munícipios fornecedores de madeira, divididos proporcionalmente ao volume de madeira fornecido”, recorda.
Mesmo assim, o impacto fiscal já é bastante grande: somente durante o período de execução das obras, a receita tributária do município sede do empreendimento cresceu 351%, de R$ 7,79 milhões, em 2012, para R$ 35,19 milhões em 2015 – valor o qual deve subir ainda mais até 2017. Por ano, a unidade irá gerar R$ 300 milhões em impostos, sendo grande parte em ICMS. Entretanto, com a consolidação de mais um investimento previsto, que deve ser concluído até o próximo ano, com a aquisição de mais uma máquina de papel, orçada em aproximadamente R$ 3 bilhões, essa arrecadação será ampliada. “A Klabin é um divisor de águas para a cidade, não apenas pelo investimento em si, mas também pelo que vem com ele”, conclui o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Daniel Fartura.
Unidade gera novas oportunidades
Para o diretor da Agência da Cadeia da Madeira, esse investimento diferenciará os municípios da região do restante do país, que passa pela crise política e econômica. “Além do ponto de vista fiscal, haverá o desenvolvimento com essa circulação de produtos e de dinheiro. Isso, sem dúvida nenhuma, vai fazer a região se tornar uma ilha de progresso, especialmente porque estamos vivendo numa época de recessão brava, a qual não espero que melhore antes de 2019”, diz Moreira. Isso ocorrerá principalmente porque a produção da fábrica já está negociada e grande parte é voltada para o mercado externo. “O produto celulose é de exportação. E mesmo o que é para consumo interno vai evitar a importação, então é por isso tudo que a fábrica não terá problemas de comercialização e o desenvolvimento não vai parar”, completa. Mais de 90% da produção total de celulose da nova fábrica já está vendida.
Primeiro lote de exportação sairá de Paranaguá em abril
O primeiro fardo de celulose foi produzido na planta no dia 4 de março, já com a certificação FSC, na modalidade cadeia de custódia. Mesmo com o início recente das operações, neste mês de abril a fábrica já produzirá o primeiro lote para exportação – o qual deverá transportado via férrea até Paranaguá, pelos vagões e locomotivas adquiridos pela empresa. O investimento total da Klabin no Projeto Puma, de acordo com a companhia, foi de R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais.
A Agência
Fazem parte da Agência da Cadeia da Madeira os municípios de Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Figueira, Imbaú, Ipiranga, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. O objetivo é contribuir para a promoção do desenvolvimento econômico e social, buscando harmonizar o crescimento econômico com a exploração racional e sustentável na área de atuação.





















