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Klabin altera perfil socioeconômico da região

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Um dos maiores investimentos privados da história do Paraná, a nova fábrica da indústria de papel e celulose Klabin, que entrou em operação no último dia 4, está mudando a realidade de Ortigueira, nos Campos Gerais.

O investimento, de cerca de R$ 8,5 bilhões, apoiado pelo programa de incentivos estadual Paraná Competitivo, trouxe novos empregos, aumentou a arrecadação do município e gerou novos negócios para os setores do comércio e os serviços.

“Esta transformação socioeconômica – não só de Ortigueira, mas de toda a região – é fruto da confiança num novo modelo de desenvolvimento, guiado pela segurança jurídica, a relação de maior consenso entre capital e trabalho e a certeza de que o poder público, o Estado, cumpre a parte que lhe cabe, fazendo os investimentos indispensáveis a um empreendimento desta envergadura na infraestrutura (transporte e energia) e nas políticas sociais (saúde, segurança e educação), sem prejuízo dos cuidados com o ambiente”, disse o governador Beto Richa.

A nova fábrica gera 1,4 mil empregos diretos e indiretos. Durante o pico das obras, que duraram 24 meses, cerca de 14 mil pessoas chegaram a trabalhar nos canteiros. O volume equivale a mais da metade da população do município, de 23 mil habitantes.

Durante anos, Ortigueira sofreu com a falta de oportunidades para emprego, baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o êxodo para outras cidades. O município chegou a ter o dobro da sua população atual. “A Klabin é um divisor de águas para a cidade, não apenas pelo investimento em si, mas também pelo que vem com ele. Além de novas oportunidades de emprego, o comércio aumentou suas vendas e pequenos empreendedores ampliaram seus negócios”, diz o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Daniel Fartura.

A economia do município cresceu com os investimentos. Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) mostra que em 2012, quando começaram as obras da fábrica, havia 41 indústrias em Ortigueira, volume que subiu para 70 em 2014. Os dados tomam como base a Relação Anual de Informações (RAIS). Na mesma base de comparação, o número de estabelecimentos comerciais passou de 141 para 154, e de serviços de 80 para 91.


Receita tributária cresce 351%
Pelo acordo firmado entre a empresa e o governo estadual, Ortigueira fica com 50% do ICMS gerado pelo projeto. O restante é dividido entre os municípios que fornecem matéria-prima para a fábrica. Com isso, a receita tributária do município cresceu 351%, de R$ 7,79 milhões, em 2012, para R$ 35,19 milhões em 2015. Em 2012, ano em que as obras da fábrica começaram, Ortigueira apresentava um saldo de empregos formais de apenas 12 vagas. Dois anos depois o saldo de contratações e demissões foi de 1.843.

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