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Klabin inicia produção na nova fábrica em Ortigueira

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Dois anos após o início das obras estruturais da unidade fabril, a Klabin anuncia o início da produção em seu novo complexo industrial, instalado em Ortigueira, na Região dos Campos Gerais. O Projeto Puma foi construído exatamente dentro do previsto no planejamento, com o início da produção neste terceiro mês de 2016, mantendo o orçamento previsto. O valor aplicado foi de R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais, o que o caracteriza como o maior investimento privado da história do Paraná. O primeiro fardo de celulose foi produzido pela Companhia na Unidade Puma na última sexta-feira, dia 4, já com a certificação Forest Stewardship Council (FSC), na modalidade cadeia de custódia.

Apesar do início oficial de produção, a data da inauguração oficial da nova unidade ainda não foi confirmada. “A Klabin, mais uma vez, demonstra sua capacidade de sonhar e realizar ao cumprir a entrega de uma obra que representa o maior investimento em seus quase 117 anos de história. O começo das operações da Unidade Puma é mais um grande marco do ciclo de 10 anos de crescimento, iniciado em 2011, que temos planejado para a companhia”, destaca o diretor-geral da Klabin, Fabio Schvartsman.

“Foi um grande desafio transformar em realidade um projeto de tamanha complexidade. Executamos as obras com eficiência, segurança e agilidade, ao mesmo tempo em que investimos em treinamentos e capacitações para a população local, obras de infraestrutura e ações sociais, contribuindo para o desenvolvimento da região”, ressalta o diretor de Projetos e Tecnologia Industrial, Francisco Razzolini.

A Unidade Puma deve gerar cerca de 1,4 mil empregos diretos e indiretos, considerando as atividades industriais e florestais. Sua capacidade de produção será de 1,5 milhão de toneladas de celulose, dos quais 1,1 milhão de toneladas de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de celulose branqueada de fibra longa (pínus), parte convertida em celulose fluff, sendo a única unidade industrial do mundo projetada para a produção das três fibras. Mais de 90% da produção total de celulose da nova fábrica já está vendida. O raio médio entre a operação florestal e a nova fábrica é de 72 km, o que garante a competitividade e o baixo custo do transporte de madeira.


Unidade será autossuficiente
A nova fábrica também terá duas das maiores turbinas para geração de energia elétrica já fabricadas no mundo para a indústria de papel e celulose. A Unidade terá capacidade de produzir 270 MW, sendo 150 MW excedentes (o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes), elevando a Klabin à condição de autossuficiência em geração de energia elétrica. Grande parte do projeto teve o aporte do BNDES, e também teve o aporte de US$ 300 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que proporcionou à Klabin financiamento de longo prazo. O Grupo BID também mobilizou US$ 500 mil do Fundo Ambiental Global (GEF) para apoiar a Klabin na construção de corredores ecológicos dentro da área do projeto.

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