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Agricultura da região impulsiona o PIB do Paraná

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Fernando Rogala

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, ontem, o resultado do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), referente ao ano de 2015. Os números apontaram uma retração de 3,8% na economia, totalizando R$ 5,9 trilhões. No Paraná, no entanto, essa queda foi um pouco menor, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes): baixa de 2,8%. Essa retração menor deve-se, em partes, pelo desempenho do agronegócio paranaense, que cresceu no ano passado, e a Região dos Campos Gerais, com sua expressiva participação na produção de grãos e leite, contribuiu para a evolução neste setor. Embalada pelo recorde da safra de grãos, a agropecuária cresceu 4,4%.

“Campos Gerais vem pressionando com os resultados na produção agropecuária. Com a produção tanto de soja e milho, quanto na tradição dos lácteos, e como temos um crescimento de 4,4% no Paraná, dá para dizer que a região teve importante contribuição nesse processo”, declara o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior. Ele explica que esse desempenho positivo está relacionado ao recorde na produção de grãos durante o ano e ao desempenho satisfatório da pecuária, com a avicultura, bovinocultura e suinocultura. “Essa condição, de destaque no setor primário, que faz a diferenciação do Paraná para o Brasil”, completa.

A região dos Campos Gerais tem grande destaque na produção agrícola nacional. Na soja, por exemplo, cultura que domina o VBP paranaense, os municípios pertencentes ao núcleo regional do Departamento de Economia Rural possuem grande participação no Estado. Apesar de serem apenas 18 municípios diante dos 399 no Paraná, a região teve 10,45% da área plantada no Estado, e produziu dois milhões de toneladas, valor que corresponde a 11,40% dos 17 milhões de toneladas produzidos no Paraná. Na pecuária, principalmente no setor leiteiro, municípios da região são destaque nacional: Castro é o município que mais produz leite no Brasil e Carambeí o quinto. Arapoti e Palmeira também aparecem entre os 35 maiores produtores do Brasil, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE, referentes à produção pecuária de 2014.

Queda no PIB é o maior desde 1996

Essa queda, de 3,8% é considerada a maior desde o início da série histórica atual, iniciada em 1996, na série sem ajuste sazonal. Antes disso, a maior baixa foi na era Collor, quando a baixa foi de 4,35%. No Brasil, houve queda significativa na indústria (6,2%) e no setor de serviços (2,7%). O único setor avaliado que registrou crescimento no período foi a agropecuária, com crescimento de 1,8%. No Paraná, a estimativa do Ipardes aponta um recuo de 7% na indústria, que sofreu os efeitos da desaceleração do consumo interno e da perda de competitividade no mercado externo. Com isso, o consumo sucumbiu à combinação de inflação elevada, juros altos, endividamento e desemprego. “O que levou a reboque, também, o setor de serviços, que teve recuo de 2,3% no ano no Estado”, completa Suzuki.

FIEP considera resultado da indústria como ‘catastrófico’

O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, classificou como catastrófica a queda no desempenho econômico brasileiro registrada em 2015 e cobrou responsabilidade da classe política para reversão do quadro recessivo do país. “O resultado é catastrófico para o Brasil e vai deteriorar ainda mais nosso cenário econômico. Com as dificuldades para se retomar a confiança do setor produtivo e dos investidores, a tendência é que questões como a do desemprego fiquem ainda piores”, afirmou Edson Campagnolo.

Informações do Jornal da Manhã.

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