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Orçamento para Complexo Eólico Frísia sobe para R$ 383 mi

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Gerar mais renda aos cooperados e fomentar o turismo da região, oferecendo energia limpa para o Sistema Interligado Nacional. Estes são alguns dos objetivos com a construção do Complexo Eólico Frísia, no município de Carambeí, na Região dos Campos Gerais. Projetada pela Cooperativa Frísia Agroindustrial, a usina consumirá quase R$ 400 milhões para sua construção, cujas obras devem ser iniciadas já no próximo ano, caso os trâmites de licenciamento ocorram dentro do esperado. Com a expectativa da realização das obras em um ano, o complexo poderá começar a gerar energia em 2018.

Será o investimento com o maior orçamento projetado pela cooperativa. O projeto prevê a instalação de 30 aerogeradores, divididos em dois complexos – um no Santa Cândida e outro no São João, nas proximidades da Unidade Produtora de Leitões (UPL). “Como temos, nos nossos valores e nossas propostas, sermos uma cooperativa que produz com sustentabilidade, isso vem, de certa forma, colocar a Frísia na vanguarda desse modelo de produção de energia, que é de forma muito limpa e sustentável, no sentido de que não existe nenhuma influencia no consumo de energia ou represamento de água. O impacto ambiental é mínimo”, relatou Renato Greidanus, diretor-presidente da Frísia, em entrevista ao portal aRedeJornal da Manhã.

Durante a execução do projeto, a estimativa era de que o projeto custaria R$ 229 milhões. Entretanto, com a alta do dólar, o valor atualizado para o investimento é de R$ 383 milhões. Segundo Greidanus, esse parque eólico, que tem capacidade instalada de 60 MW, com a energia nos preços atuais, renderá um faturamento de R$ 40 milhões por ano. “Isso oportuniza aos cooperados terem mais uma fonte de receitas nas suas áreas. E praticamente não interfere, em nenhum momento, na atividade principal, que é a produção de grãos e pecuária, preservando isso”, explica. Durante a execução do projeto, serão gerados 370 empregos diretos e 740 indiretos; enquanto que quando em operação, serão 16 diretos e 32 indiretos.

O projeto, segundo Greidanus, foi idealizado em 2011. Na sequência, foram instalados os aparelhos medidores, que por três anos avaliaram os ventos em comprovaram a potencialidade da região para receber o Complexo.


Projeto será executado em parceria
Através da exploração dos recursos naturais, com a produção agrícola e da exploração pecuária, a Frísia está expandindo seus negócios. Depois de retomar a industrialização de leite e, recentemente, participar da intercooperação para a construção da indústria de carnes (UIC) e o Moinho Herança Holandesa, agora a cooperativa busca explorar o ar (ventos) para buscar sua expansão e obter maior rentabilidade. Após obter a Licença Prévia do IAP, a cooperativa poderá participar do leilão da Aneel, e, depois do resultado, a cooperativa deverá buscar os parceiros para a realização do projeto. Algumas empresas já demonstraram interesse e a intercooperação para sua execução não está descartada.


Audiência pública teve saldo positivo, diz coordenador
A audiência pública, realizada na última quarta-feira, junto com representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foi muito positiva, segundo o Coordenador Ambiental da Frísia, Pieter van der Meer. “O IAP saiu muito satisfeito. Não houve contestação por parte da população, pelo apelo sustentável”, relata. Além disso, no dia seguinte, técnicos do IAP visitaram os pontos onde serão instalados os aerogeradores, onde comprovaram que não há vegetação nativa. A audiência faz parte do processo para a obtenção da Licença Prévia para o empreendimento.

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