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Comerciantes de Irati fazem protesto contra restrições

Decreto municipal proíbe a realização das entregas em formato delivery durante os finais de semana

Decreto municipal proíbe a realização das entregas em formato delivery durante os finais de semana
Decreto municipal proíbe a realização das entregas em formato delivery durante os finais de semana -

Da Redação

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Decreto municipal proíbe a realização das entregas em formato delivery durante os finais de semana

Trabalhadores do segmento delivery fizeram um manifesto, na tarde dessa terça-feira (23), em frente à Prefeitura de Irati para solicitar que o decreto vigente no município seja revisto. De acordo com os manifestantes, os pequenos negócios estão sendo muito afetados por não trabalhar nos finais de semana, principalmente com a entrega de alimentos, algo muito solicitado aos sábados e domingos.

De acordo com o decreto vigente no município, o delivery só é permitido de segunda a sexta-feira, até as 22h. A medida é válida até o dia 1º de abril e, segundo a Prefeitura, foi determinada diante do agravamento da pandemia e a aumento expressivo de ocupação de leitos por doentes pela covid-19.

Para Fabio Schwab, que trabalha com delivery, o decreto prejudicou muito os trabalhadores do segmento. “Somos autônomos e não temos outras fontes de renda. Entendemos não ser permitido retirar no balcão ou servirmos em mesas, mas queremos saber, que aglomeração o delivery faz”, questionou.

Schwab explica que em Irati aproximadamente 150 estabelecimentos já trabalham com essa modalidade de entrega. “Foi a forma encontrada para trazer o dinheiro para casa, afinal as contras chegam”, ressalta.

Outra empreendedora que sentiu o impacto do decreto vigente é Sâmela Rocetim, que em um negócio familiar tem a entrega de pizzas no cone como única fonte de renda. “Sábados e domingos são os melhores dias de venda. Se nos perguntassem, com certeza escolheríamos trabalhar nos finais de semana ao invés de dias de semana”, destaca.

Sâmela acrescenta que os trabalhadores gostariam de saber o embasamento para a proibição do delivery, que segundo ela, é uma modalidade que funciona em todo o país, principalmente diante do cenário de pandemia.

Uma das representantes do movimento, Milene Aparecida Galvão, concedeu entrevista ao Jornal da Manhã/Portal aRede nessa terça-feira. “Temos um cenário de crise econômica, onde várias pessoas resolveram abrir um comércio via delivery como uma alternativa de renda. A reivindicação é que a gestão reveja essa medida do decreto”, explica.

Reunião com o prefeito é agendada

O chefe de gabinete da Prefeitura de Irati, Luís Antônio Andreassa, foi até os trabalhadores que estiveram presentes no manifesto e propôs uma agenda com o prefeito Jorge Derbli na próxima quinta-feira (25) para que possam expor a situação dos empreendimentos. Nessa terça-feira (23), Derbli cumpre uma agenda em Curitiba. Acompanharam o manifesto os vereadores Teresinha Miranda Veres (PV) e Alcides Cezar Pinto, o Batatinha (PSD).

Com informações do Portal Clique. Leia mais aqui

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