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Comércio da região revela queda no faturamento

Associações ligadas ao setor expõem dificuldades e reforçam diálogo junto às prefeituras

Associações ligadas ao setor expõem todas as dificuldades e reforçam diálogo junto às prefeituras
Associações ligadas ao setor expõem todas as dificuldades e reforçam diálogo junto às prefeituras -

Da Redação

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Associações ligadas ao setor expõem dificuldades e reforçam diálogo junto às prefeituras

O avanço da pandemia causou diversos impactos negativos no comércio e afetou, de forma significativa, a vida de muitos profissionais e empresários que atuam no setor. Na região dos Campos Gerais, as associações que representam o comércio local buscam estabelecer diálogos constantes com as gestões municipais, a fim de minimizar os  impactos econômicos de uma forma que não prejudique o sistema de saúde. Nas últimas semanas, diversos municípios declararam situação de colapso por conta da covid-19.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Castro (Acecastro), Rodrigo Rodrigues da Luz acredita que os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas restritivas. “Em caso de um novo ‘lockdown’ na cidade, muitos empreendimentos podem falir, pois já se encontram em situação de fragilidade devido à lenta recuperação em virtude dos fechamentos anteriores”, destacou o presidente em entrevista concedida ao Jornal da Manhã e Portal aRede na terça-feira (16).

Rodrigues também lamentou o atual cenário da saúde na região e as mortes que ocorreram em decorrência da covid-19. Para a Acecastro, o setor produtivo precisa continuar em funcionamento e o poder público deve buscar estratégias para ampliar medidas que inibem aglomerações. “Cabe ao governo federal atuar com mais eficiência e agilidade para que a vacinação chegue o mais rapidamente possível a todos”, explica.

A presidente da Associação Comercial e Empresarial de Palmeira (Acip), Telma Albach Margraf, ressaltou o bom relacionamento da entidade com o prefeito Sergio Belich. “Estamos em diálogo constante com a gestão municipal, sempre expondo a realidade do nosso comércio e oferecendo sugestões”, explica a presidente.

Segundo a gestora, todos os comerciantes de Palmeira estão sentindo os fortes impactos financeiros causados pela pandemia e pelas restrições impostas recentemente. “Ninguém quer ter de fechar o comércio novamente. Estamos em alerta para um novo ‘lockdown’ aqui na cidade. A situação é complexa, mas a prioridade sempre será com as vidas”, ressalta.

Representantes de Tibagi tiveram queda no faturamento

A Associação Comercial, Empresarial e Turística de Tibagi (ACETT) realizou um levantamento para calcular a queda no faturamento do comércio local. De acordo com a entidade, houve um prejuízo que varia entre 90% e 95% nos primeiros dez dias do mês de março deste ano. O cálculo foi feito em comparação com mesmo período de 2020. “Já temos uma redução natural do fluxo de clientes. Deixamos claro que, na visão da ACETT, o principal culpado pelo aumento de casos não é o comerciante”, explica o presidente da associação, Adriano Mileski. “Como a cidade é pequena, o lockdown foi extremamente nocivo. No entanto, somos a favor de todos os outros protocolos, como redução de horários, por exemplo”, destaca.

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