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Região tem superávit de R$ 4,6 bilhões

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Fernando Rogala

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A região dos Campos Gerais sofreu os impactos da redução nas exportações e importações nacionais. Entretanto, eles foram bem menores do que o observado no Brasil. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, referentes a 2015, mostram que a exportação registrada nos 23 municípios dos Campos Gerais que realizam negociações com outros países apresentou uma queda de 3,1% sobre os valores de 2014, ante uma retração nacional nominal de 15%; enquanto que as importações regionais caíram 8,7%, e as nacionais tiveram uma queda nominal de 25,1%. Essa diferença entre as importações e exportações fez crescer o saldo da balança comercial na região neste ano, ao passar de US$ 1,180 bilhão (R$ 4,66 bilhões, se convertido com o fechamento do dólar comercial no último dia do ano em 2015, a R$ 3,948) para US$ 1,185 bilhão (R$ 4,68 bilhões) – uma alta de 0,46%.

A região totalizou R$ 7,4 bilhões em exportações em 2015, ou seja, R$ 239 milhões a menos que os R$ 7,64 bilhões enviados ao exterior em 2014 (no Brasil houve uma baixa de US$ 225,1 bilhões para US$ 191,13 bilhões). Já as importações caíram de R$ 2,98 bilhões para R$ 2,72 bilhões, em uma baixa de R$ 260 milhões. O saldo da balança comercial registrado na região também contribuiu para o superávit nacional, de R$ 77,7 bilhões, correspondendo a uma participação de 6,01% no resultado nacional.

“A região está desempenhando um papel muito bom. As importações reduziram, mas não de forma significativa como foi no Brasil, e com as exportações reduzindo 3%, em um movimento natural, impacto da crise, então pode-se dizer que a região está mais preparada para momento de crise do que o próprio Brasil”, resume Adriana Fabrini Diniz, graduada em Administração com habilitação em Comércio Exterior, e uma das coordenadoras do projeto de análise da balança comercial que era realizado pela UEPG.

Ela atribui o desempenho positivo às características da região, muito ligada ao agronegócio e ao complexo da soja. “Nossa região comercializa muitas commodities, principalmente soja. E o valor da soja não é fixado pelo produtor, mas internacionalmente pela bolsa. Ponta Grossa e Castro são duas cidades em que o principal produto exportado foi soja ou derivado, então nossa região não sofreu tanto em função disso”, esclarece. Somente a soja e seus derivados foram responsáveis por quase 50% do total exportado pela região, mais de R$ 3,5 bilhões em 2015.

Entre os 26 municípios da região dos Campos Gerais, apenas três não registram comércio com outros países neste ano, seja com importação ou exportação: Cândido de Abreu, Imbaú e Ipiranga. Porto Amazonas e Ivaí começaram a exportar neste ano.

Ortigueira se destaca na importação

Ponta Grossa é o município da região que mais exportou em 2015, com R$ 4,54 bilhões em produtos enviados ao exterior. Telêmaco Borba aparece na sequência, com R$ 1,25 bilhão em exportações durante o ano. Neste município, cujas exportações são baseadas no comércio de papéis e madeiras, houve uma retração de 26,7%, devido à perda de competitividade internacional. “Houve uma queda mais significativa por ser um produto mais industrializado. Os principais mercados que deixaram de comprar foram a China e Cingapura, porque compram em volume e qualquer variação no preço eles procuram outros mercados”, explica Adriana. Castro, por outro lado, apresentou um grande crescimento nas exportações, de mais de 400%, ao saltar de R$ 72 milhões para R$ 435,9 milhões, com destaque para as exportações da Unidade Industrial de Carnes. Jaguariaíva foi o quarto município que mais exportou, seguido por Irati. Já nas importações, destaque para Ortigueira, em função das máquinas adquiridos para o Projeto Puma, da Klabin: R$ 515 milhões foram importados, valor 16 vezes superior aos R$ 31,5 milhões registrados em 2014.

Informações do Jornal da Manhã.

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