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Região intensifica ações de combate ao Zika vírus

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Os doze municípios que integram a 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa intensificam a partir de hoje as ações de conscientização e prevenção ao Zika vírus, transmitido pela picada do mesmo vetor da Dengue, o Aedes aegypti.

Segundo a chefe da Regional, Scheila Tramontin Mainardes, as atividades serão desenvolvidas principalmente nos postos de saúde e escolas. “De modo geral será uma orientação à população. Nossa intenção é que as pessoas estejam atentas ao combate do mosquito, pois não existe outra forma de conter o avanço do Zika vírus”, explica.

De acordo com Scheila, o foco do trabalho será na eliminação dos criadouros do mosquito. “Vamos orientar que as pessoas mantenham os terrenos limpos, sem o acumulo de água. Essa situação é propicia para o surgimento do Aedes aegypti”, alerta. Ainda segundo ela, em Ponta Grossa nenhum caso do Zika vírus foi diagnosticado até o momento. Porém, devido a forma de transmissão ser semelhante a da Dengue, e o município já ter casos dessa doença, a preocupação é grande. “Esperamos continuar sem nenhum registro”, completa.

O Zika vírus provoca uma doença viral caracterizada pelo quadro clínico de febre, presença de manchas vermelhas na pele com coceira, olhos vermelhos sem coceira e sem secreção, dores musculares e nas articulações.

Até o momento, o Estado contabiliza sete casos de Zika, sendo apenas dois autóctones (quando a infecção ocorre dentro do próprio estado). Trata-se de um casal de moradores de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Estado, que manifestou os primeiros sintomas da doença no mês de maio e que não haviam saído da cidade.

Os outros cinco casos são importados, ou seja, pessoas que se infectaram fora do Paraná: em Maceió (Alagoas) e Recife (Pernambuco) e foram atendidos no Estado.

Grávidas devem ficar em alerta

O Ministério da Saúde confirmou no último dia 28 a relação entre o Zika vírus e o surto de microcefalia (malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada) na região Nordeste do país. Por conta disso, as ações desencadeadas pela 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa também atenderão diretamente as gestantes. “Vamos orientá-las sobre os cuidados com a doença, a importância do pré-natal e da utilização de repelente. Isso tudo porque não temos muitas informações das sequelas do vírus além da microcefalia”, comenta Scheila Tramontin Mainardes. “Também vamos orientar que as mulheres que desejam engravidar agora que aguardem mais um pouco até que se tenha mais informações sobre esse vírus”, completa.

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