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Região manterá crescimento em 2016

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Fernando Rogala

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A última Pesquisa Focus, projeção econômica feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, divulgada na segunda-feira passada (23), aponta para uma queda de 2,01% no Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano. Na região dos Campos Gerais, no entanto, a perspectiva das associações comerciais das principais cidades, como Ponta Grossa, Castro e Telêmaco Borba, são distintas, em função dos diversos investimentos industriais em conclusão, e apontam para crescimento econômico. O cenário possibilita um maior potencial de negócios em relação às outras regiões, com melhor capacidade de desenvolvimento para novos investimentos.

“A expectativa realista é que haja um crescimento – o pior cenário seria o mesmo desempenho de 2015. Diferente da maioria das regiões do Brasil, em função dos empreendimentos que estão acontecendo, alguns previstos para o ano que vem, e alguns operacionalizar em 2016, então isso vai gerar um impacto positivo na economia”, destaca Nilton Fior, presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa. Ele ressalta ainda o fato de que a região possui a economia bastante variada, e não depende apenas de um setor. Em Ponta Grossa, para 2016 está prevista uma atualização do Programa de Desenvolvimento Industrial do Município (Prodesi), que prevê a ampliação dos benefícios não apenas para indústrias, também para o comércio e setor de serviços. “Isso é um ganho. É um instrumento que vai incrementar a instalação de novas empresas e permitir a ampliação das já existentes em todos esses setores”, declara.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Telêmaco Borba (Acitel), Adriano Degaspari Salvador, Ele destaca o investimento da Klabin no Projeto Puma, que está sendo construído entre Ortigueira e Telêmaco, atraiu muitas pessoas ao município, movimentando a economia local, mas revela que com o início da operação, em 2016, o impacto será muito positivo, principalmente com os empregos indiretos. “Vivemos uma situação atípica. Enquanto o país vem passando por uma turbulência, pela iniciativa privada temos um reflexo bem positivo, com o desenvolvimento do setor hoteleiro, restaurante, supermercados, imobiliário. A perspectiva é de que tenhamos crescimento do PIB”, diz. Um diferencial da economia da cidade é que não depende agricultura, não estando sujeito aos preços das commodities.

Já o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Castro (Acecastro), Lino César Lopes, destaca a operação da Evonik, e expansão da produção da Unidade de Carnes, bem como das exportações, para gerar novas oportunidades em 2016. “Mais indústrias instaladas aumentam capacidade produtiva e vai acabar aumentando receita do município. Isso vai refletir no comércio como um todo, então esperamos um 2016 positivo em relação resto do país”, diz.

Serviços tem maior potencial

Em função da industrialização e elevação da renda na região, o setor de serviços é apontado como o mais promissor para 2016. “Serviços contempla perspectiva melhor de desempenho do que indústria e comércio. Em segundo, o comércio. O aumento do desemprego já gerou o crescimento de novos empreendimentos no formato ‘MEI’”, completa Fior. Segundo ele, em 2016, Ponta Grossa deve receber novas indústrias e empreendimentos comerciais. Lino Lopes compartilha a demanda crescente pelo setor de serviços, e acrescenta a expansão da construção civil e setores relacionados à exportação, devido ao dólar estar em alta. No caso de Telêmaco Borba, Salvador aponta que há a carência de lazer na cidade. “Precisamos de um cinema; temos a lacuna aberta de entretenimento no fim de semana. Mas temos muitos campos abertos para a instalação de empresas, então o empreendedor que tiver criatividade sairá na frente”, relata.

Informações do Jornal da Manhã.

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