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Região tem superávit de R$ 4 bilhões neste ano

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A região dos Campos Gerais mantém, neste ano de 2015, sua grande representatividade no comércio exterior brasileiro. Apesar das adversidades econômicas, o superávit (exportações menos importações) da balança comercial registrado pelos 22 municípios que realizam negociações com outros países apresentou um crescimento de 2,15% ao saltar de R$ 3,93 bilhões para R$ 4,01 bilhões. A região também tem grande peso para a balança comercial do país, auxiliando a mantê-la no ‘azul’: o saldo acumulado por esses 22 municípios representa 8,5% do superávit nacional neste ano, que atingiu R$ 47,26 bilhões até outubro. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior, com os valores convertidos baseados na cotação do dólar no dia 30 de outubro (R$ 3,8618 – o último ‘útil’ do mês até o qual o levantamento foi feito).

De janeiro a outubro, tanto as exportações quanto importações caíram em relação a 2014. O valor em produtos enviados ao exterior retraiu de R$ 6,57 bilhões para R$ 6,36 bilhões (baixa de 3,1%); enquanto que as importações tiveram uma retração de R$ 2,64 bilhões para R$ 2,35 bilhões (queda de 11%). Para Adriana Fabrini Diniz, graduada em Administração com habilitação em Comércio Exterior, e uma das coordenadoras do projeto de análise da balança comercial que era realizado pela UEPG, Ponta Grossa e a região se destacam mesmo com essa retração. Isso por que as exportações nacionais caíram 15,2% neste ano, enquanto que as importações realizadas pelo Brasil retraíram 22,4%. “Se pegar Ponta Grossa, que no acumulado do ano passado tinha vendido US$ 1,065 bilhão, e, nesse ano, US$ 999 milhões, houve uma queda de ‘só’ 6%, se comparada com a nacional. Isso é obvio que é impacto da crise, mas se comparado com o Brasil, Ponta Grossa está sofrendo menos”, informa.

Apesar da crença generalizada de que ‘se o dólar sobe as exportações aumentam’, por ser mais vantajoso por receber em moeda estrangeira, Adriana lembra que o cenário do mercado externo é mais complexo. O dólar fechou o mês de outubro de 2014 cotado a R$ 2,47 (alta de 56% nesse período). “O impacto negativo por trás é o custo da produção, que aumente e tem que ser repassado ao produto, como é o caso do que acontece em Telêmaco Borba. Lá, o processo produtivo do papel é simples, mas demanda de energia elétrica, que teve um aumento grande, e necessita de produtos químicos importados, cujos custos ficaram mais caros”, resume. E o mercado externo é volátil, segundo ela: qualquer pequena alteração no preço representa muito em grandes negociações, o que faz com que os compradores especulem no mercado e possam buscar outros parceiros em outros países com valores mais competitivos.

Região é destaque nacional no superávit da balança

Entre os municípios dos Campos Gerais, Ponta Grossa é o que registra o maior superávit, de R$ 2,49 bilhões (valor 14,7% superior ao registrado até o mesmo mês em 2015). No ranking estadual dos maiores saldo da balança, a cidade ocupa a terceira colocação, sendo 27ª no Brasil. Caso a região fosse considerada um município, se aproximaria de Maringá na luta pela segunda posição estadual e a 14ª no Brasil.
O município de Castro, por sua vez, foi o que mais se destacou na balança comercial regional neste ano. Se entre os meses de janeiro a outubro de 2014 a balança estava deficitária em R$ 71 milhões, neste ano acumula um superávit de R$ 300 milhões. Esse crescimento é fruto da industrialização, tendo em vista que as exportações cresceram R$ 314 milhões (saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking estadual), devido às exportações da Unidade de Carnes, da produção da Cargill e de soja. Por outro lado, o maior destaque negativo ficou com Telêmaco Borba, cujas exportações caíram 22%, de R$ 1,31 bilhão para R$ 949 milhões.

Mercado

Um dos motivos pelos quais as exportações não caíram tanto na região é que Ponta Grossa sedia muitos barracões de armazenamento, com produtos que ficam na cidade até serem exportados (como é o caso do açúcar, que não é produzido aqui, mas é o terceiro produto mais exportado pelo município). Já as importações caem um pouco mais justamente pelo fato de que com crescimento da diferença na cotação do dólar – comprar no exterior se torna mais caro.

Informações do Jornal da Manhã.

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