Região projeta R$ 1,6 bilhão em receitas municipais

As prefeituras dos Campos Gerais projetam mais de R$ 1,6 bilhão em receitas no próximo ano. O montante corresponde à soma das verbas estimadas nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 em discussão ou já aprovadas nos municípios.
Com R$ 720,8 milhões previstos, a Prefeitura de Ponta Grossa segue com o maior orçamento da região, seguida de Telêmaco Borba e Castro. Juntos, os três municípios totalizam R$ 1 bilhão – mais de 60% da arrecadação total nos Campos Gerais.
Em Telêmaco Borba, as receitas da Prefeitura devem chegar a R$ 175 milhões no próximo ano, um aumento de 12% em relação à LDO vigente no município. O secretário de Governo de Telêmaco, Altamir Ramos, atribui a posição da cidade e o crescimento das receitas ao processo de industrialização. “Temos uma industrialização muito forte, puxada pelos investimentos da Klabin, que também trazem fomento ao comércio local. Estes fatores é que garantem aumento na receita”, afirma.
Para Ramos, as condições do município amenizam impactos da crise econômica nacional em Telêmaco. “O país passa por um colapso financeiro, mas nossos números mostram que Telêmaco não conhece a crise se comparada a outras cidades”, destaca.
Os investimentos do setor produtivo também são ressaltados pelo vice-prefeito de Castro, Marcos Bertolini. O município prevê 8,5% de elevação no orçamento, com uma receita de R$ 171,2 milhões. “Primeiro é importante lembrar que é uma estimativa e, devido ao cenário econômico, a gente tem sido bastante conservador nestas projeções. Mas, com certeza, Castro e os Campos Gerais, de uma maneira geral, são um ponto fora da curva”, comenta. “Este crescimento acontece em função da nossa produção e também é refletido pela situação do Estado do Paraná”, completa.
LDO
As Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) definem as receitas e despesas estimadas para os municípios, estados e União. O orçamento também deve incluir metas fiscais a serem cumpridas pela administração no ano seguinte. As diretrizes de aplicação do dinheiro público são definidas a partir de audiências públicas e precisam ser aprovadas pelas casas legislativas.
Informações do Jornal da Manhã.





















