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Industrialização fomenta produção florestal nos Campos Gerais

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A Região dos Campos Gerais apresenta grande desenvolvimento econômico e se destaca em diversos setores da economia. Além de ser a região do interior que mais atraiu investimentos do Programa Paraná Competitivo, onde estão muitas multinacionais, e se sobressair na agricultura e na pecuária (com destaque para a bacia leiteira) há outro segmento relacionado ao campo que evidencia a região na liderança da produção do estado: o florestal. Com uma área plantada de 393 mil hectares em pinus e eucalipto, representa 37% de toda a produção do estado, de 1,065 milhão de hectares plantados, segundo os números do Instituto de Florestas do Paraná.

O consumo de madeira cresce anualmente 7% ao ano no estado. E essa evolução da demanda e da produção tem haver com a industrialização – principalmente na Região dos Campos Gerais, onde já existem potenciais do setor (Braspine, Braslumber, Stora Enso, Norske Skog, Klabin), há grandes investimentos recentes em outras, como Iguaçu, Arauco e Masisa. A principal deles é do Projeto Puma, em Ortigueira, onde a Klabin investe mais de R$ 7 bilhões – com R$ 1,5 bilhão em ativos florestais para suprir a demanda inicial, de até 5 milhões de toneladas por ano. “O setor de papel e celulose, que está crescendo e vive momento favorável com os bons preços internacionais, e as cooperativas, que usam a madeira na secagem de grãos e geração de biomassa, devem puxar a produção florestal no curto prazo”, diz o Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

Cabe destacar que esse setor possui uma importante composição no Valor Bruto de Produção Agropecuária em municípios da região. Imbaú, por exemplo, tem 35% do seu VBP baseado na produção de toras para papel e celulose, Sengés 45%, e Telêmaco Borba 92% em toras para lenha, serraria e papel e celulose (ou seja, sobram apenas 8% para agricultura e pecuária). Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral). “Temos muitas indústrias de base muito forte na produção, o que demanda muito consumo. E essas indústrias trazem outras de porte menor para completar a cadeia”, completa Gustavo Ribas Netto, Secretário de Agricultura e Pecuária de Ponta Grossa e presidente do Sindicato Rural do Município.

Pecuária poderá receber florestas

Competindo, em geração de renda, com a soja, por exemplo (enquanto o VBP por hectare plantado com pinus e eucalipto no Paraná foi de R$ 3,6 mil, na mesma área, o VBP da soja foi de R$ 3,5 mil), há a intenção de expandir as florestas em integração com a pecuária. “Recentemente tivemos uma reunião com uma empresa, no intuito de fazer um processo novo de integração de pecuária com a floresta, para colocar linhas eucalipto no meio do pasto”, relata Ribas Netto.

Informações do Jornal da Manhã

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